Para José Guilhermino de Abreu, presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paraense de Futebol (CA/FPF), a decisão de José Maria Marin até pode ser considerada correta. Porém, para ele, o que mais pesou para que tal mudança acontecesse foi o fato de ter ocorrido contra o Corinthians, um clubes influente.“Acho que foi por conta de ser contra o Corinthians.
Já houve erros muito mais gritantes na história do futebol”, opina Guilhermino, argumentando o grande número de dirigentes de clubes paulistas ligados à CBF. Pontos de vista a parte, Guilhermino se diz tranquilo em relação à mudança de comando na Conaf: assim como o antigo presidente, Sérgio Correa, o novo, Aristeu Tavares, conhece o trabalho da arbitragem paraense. “O Aristeu conhece nossas instalações e trabalhos mais de perto, porque ele já esteve aqui em Belém, conosco. O Sérgio não fez um mau trabalho, pelo contrário. Abriu portas para árbitros de todo o Brasil. E o Aristeu disse, como uma de suas promessas, que quer aperfeiçoar esse trabalho. Estamos tranquilos”, avalia.
Segundo Guilhermino, todos os árbitros paraenses passam por rigorosas avaliações, que além da parte física e técnica, também preparam psicologamente o juiz a receber as críticas. “Hoje, até com nosso melhor árbitro, o Dewson (Freitas), que apita jogos de Série A, se cometer um erro, cairá no conceito. Mas, ele está preparado para receber isso”, assegura. E a forma para corrigir os erros não é mais a famosa “geladeira” de tempos passados – o termo era utilizado para deixar por diversos jogos, árbitros que tivesse errado. “Colocar na geladeira é um termo pejorativo. Isso não existe mais. Agora dizemos que nosso árbitro será aprimorado em cima do erro, sendo acompanhado e avaliado em jogos de menor importância”, diz. E se as “geladeiras” estão aposentadas, os casos de suborno, muito mais. “Tenho certeza que não temos mais árbitros aqui capazes de fazer isso por toda a preparação que damos a eles. Mas, você pode ter certeza, se um dia descobrirmos um caso desses, não vou pensar duas vezes em excluir esse árbitro do nossa comissão. Aqui, o árbitro pode errar, só não pode querer errar”, finaliza.
(Diário do Pará)
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