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ESPORTE PARÁ

Papão desperdiçou várias chances para matar o jogo

Um, dois e três! Não, esses não foram os números de gols que o Paysandu fez sobre o Icasa (CE) na tarde de sábado do Mangueirão, mas as chances desperdiçadas pelos atacantes bicolores na partida, e que determinaram mais um fracasso do alviazul diante do s

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Um, dois e três! Não, esses não foram os números de gols que o Paysandu fez sobre o Icasa (CE) na tarde de sábado do Mangueirão, mas as chances desperdiçadas pelos atacantes bicolores na partida, e que determinaram mais um fracasso do alviazul diante do seu torcedor, que voltou para casa frustrado e sem saber se 2012 será diferente das outras cinco temporadas na Série C do Campeonato Brasileiro.

Vindo de um importante empate fora de casa contra o concorrente direto Salgueiro (PE), a vitória sobre o Icasa seria de fundamental importância para as pretensões bicolores na terceira divisão, já que era a última rodada do primeiro turno e precisaria virar a tabela entre os quatro primeiros e ainda com certa gordurinha para o quinto colocado. E o adversário não poderia ser melhor para garantir os três pontos. O Verdão cearense vive um período de seca, com três derrotas consecutivas e ainda entrou em campo sábado sem cinco titulares. Psicologicamente e tecnicamente fragilizado.

Só que o pesadelo que acompanhou o time alviazul no Campeonato Paraense deste ano definitivamente não passou e agora tira o sono do treinador bicolor. Assim como Nad, Lecheva e Roberval Davino, Givanildo Oliveira está sentindo na pele a ineficiência dos atacantes bicolores. Ganhando por 1 a 0, com gol de Thiago Potiguar aos 44 do primeiro tempo, o Papão foi soberano no segundo tempo. Enquanto o goleiro Dalton fazia a sua parte na área bicolor, os atacantes alviazuis se davam ao luxo de desperdiçar oportunidades.

Aos 8, Thiago Potiguar não aproveitou o cruzamento de Rafael Oliveira, perdendo de baixo da trave e com a meta livre. Em seguida foi a vez do atacante Heliton, que acabara de entrar. O jogador entrou livre na área, ficando frente a frente com o goleiro Mauro, sem saber o que fazer, Heliton deu um péssimo passe para Rafael Oliveira que entrava livre, aos 28. E no minuto 36, Potiguar, mais uma vez, entrou livre e deu um toque por cima do arqueiro adversário, mas o chute saiu forte demais e foi para fora, tudo no segundo tempo. E o velho ditado de “quem não faz leva” se materializou. Bismark, de falta, empatou o jogo aos 43, garantindo o primeiro ponto do Icasa após três rodadas de derrotas.

MUITO TRABALHO

Na entrevista coletiva, na véspera da partida, o treinador Givanildo Oliveira, ao responder sobre como fazer os atacantes do Paysandu Sport Club acertarem o pé na forma e aproveitarem as chances de gol criadas durante o jogo, mal que acompanha a equipe desde o Campeonato Paraense deste ano, tentou livrar os seus homens gols da total responsabilidade de o time não vir conseguindo concretizar as boas oportunidades.

Entretanto, ao final do jogo contra o Icasa (CE), quando o bicolor paraense empatou em 1 a 1, perdendo inúmeras chances de gols, Givanildo Oliveira mudou o seu discurso, pois viu que o problema realmente está nos atacantes da equipe. “Daquele jeito, como nós entramos, em três lances. Esses três lances não existem, não pode deixar de fazer o gol. Um entrando com a bola, o goleiro e outro vindo de trás, errando o passe e quando acerta o outro não consegue concluir. É um jogo para que quando você tomar o gol estar pelo menos três a zero. Então, o nosso maior erro foi não saber matar o jogo”, lamenta o treinador.

Quando perguntado se as oportunidades desperdiçadas ocorreram por excesso de confiança dos atacantes, Giva rebate. “Pelo contrário, foi talvez um pouco de nervosismo”, diz o técnico, acreditando que o clima da partida e a expectativa do torcedor em querer uma boa vitória tenham atrapalhado psicologicamente os atletas. “Pela situação, pela cobrança. Aí nós podemos atribuir isso se eles tivessem um pouco nervosos na hora, não tiveram a tranquilidade para fazer”, observa. “Durante esta semana, eu trabalhei bastante finalização com eles, só que é um fundamento que terei que trabalhar ainda mais para que esses tipos de lances não tornem a acontecer”, completa o técnico.

(BOLA)

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