O que explicar, se é inexplicável. Este é o pensamento dos jogadores do Paysandu Sport Club sobre a incrível quantidade de gols perdidas na partida contra o Icasa (CE), no final de semana passado. Quando questionados sobre o que falta para que o ataque bicolor consiga colocar a bola para o fundo da rede adversária as respostas são as mesmas: nervosismo, ansiedade, intranquilidade, dentre outras.
Porém, em nenhuma das vezes, a palavra comprometimento e irresponsabilidade são citadas nesses discursos repetitivos, vazios e sem efeitos. E o torcedor alviazul que presta o seu tempo de ir ao Estádio da Curuzu para acompanhar o treinamento do clube que ama não é ‘besta’ e sabe a real condição que cada atleta está perante do elenco e em condições de vestir a honrosa camisa azul e branca do pé alado.
No coletivo realizado na quarta-feira (22) à tarde, jornalistas esportivos e torcedores, e nem o próprio treinador Givanildo Oliveira, ninguém gostou do que viu. Com um time considerado titular lento, sem vontade e omisso, viu-se os reservas vencerem por dois tentos a zero, sem dificuldades. No dia seguinte, quinta-feira (23), outro apronto e outra pelada. Um empate em zero a zero com quase nenhum grande oportunidade de gols, salvaguardando as tentativas de chutes em vão do atacante Pantico de média e longas distâncias.
Antes de ser demitido, o técnico Roberval Davino cansou de frisar nas entrevistas coletivas de que só poderia cobrar de seus atletas aquilo que ele treinava durante a semana, e a finalização sempre esteve presente na prancheta de trabalho. Então, resumindo, o que se faz no treino, se faz no jogo, certo? Errado, pelo menos para alguns jogadores que nos bastidores usavam o velho jargão de que “jogo é jogo e treino é treino”, e deve ter sido por isso que Davino caiu.
“Tem gente que fala que treino é treino e jogo é jogo, e tem gente que fala que o treino reflete no jogo. A gente fez um treino ruim na quarta-feira, eu acho que foi por causa do cansaço da viagem. E na quinta-feira fizemos um treino sem gols e foi o que aconteceu no jogo, pecamos na finalização”, resume o zagueiro Fábio Sanches, sobre o péssimo comportamento ofensivo do time nos treinamentos e na partida. “Agora devemos melhorar na semana e o professor Givanildo vai trabalhar isso para a gente não fazer isso nos próximos jogos”, espera o jogador.
(BOLA)
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