Sem tempo a perder, o Clube do Remo realizou na tarde de ontem, no gramado do estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, o seu coletivo apronto, já visando o jogo desta quarta-feira, contra o Vilhena,às 20h30, que pode trazer aos remistas a classificação para a próxima fase, seja com um empate ou vitória simples.
Sob o comando do técnico Marcelo Veiga, os jogadores testaram o gramado de jogo e treinaram com o intuito de frear o embalado Vilhena, que vem devitória por 4 a 0, diante do Atlético (AC), domingo passado.
Já com a presença dos reforços pretendidos, o zagueiro Raphael Andrade e o lateral esquerdo Andrezinho, o técnico azulino confirmou também a mudança tática, adotando agora o 3-5-2. O zagueiro Igor João fará a trinca defensiva ao lado de Rafael e Marcelão, enquanto André atua como 1º volante e Laionel e Edu Chiquita jogam no meio campo com o auxílio dos laterais Dida e Andrezinho. Só o ataque segue o mesmo, com Ratinho e Fábio Oliveira.
Os titulares venceram por 2 a 0, com gols de Laionel e Mendes, este entrando no lugar de Fábio Oliveira. Veiga ainda testou Rudiero, Cassiano e Paulinho, nas vagas de Marcelão, Edu Chiquita e Andrezinho, respectivamente.
A primeira mudança, a mais “incomum”, do treino foi justificada como alternativa extra na marcação. “A opção do Rudiero na zaga é pra fazer uma marcação a mais, caso necessário”, comenta.
Outro a ser realocado em campo, ao que tudo indica, é o meia Laionel, contratado junto ao clube para jogar como 2º volante. “O Laionel não é daquela função, é um meia chegando mais na frente. Pela disposição dele eu senti que pode fazer a função que eu quero, de um segundo homem no meio campo, chegando ao lado do primeiro volante. Como temos uma consistência na zaga, com três zagueiros mais postados junto ao André, posso ter um homem com mais liberdade”, completa o técnico.
Só se fala em vitória no Baenão
Com a goleada por 4 a 0, do Vilhena (RO), em cima do Atlético (AC), a expectativa para o jogo desta quarta-feira já anda a mil na toca azulina. Se a primeira fase terminasse hoje, o Remo estaria classificado em segundo, com 13 pontos, atrás do VEC, com 15, e sem a vantagem de decidir em casa. Pensando assim, o discurso entre jogadores e comissão técnica já é padrão: vencer em casa e passar na ponta da tabela. “O primeiro objetivo é passar garantir a vaga liderando a chave, e essa vitória dentro de casa é muito importante.
Além disso, somando a nossa torcida, a responsabilidade redobra”, confessa o técnico Marcelo Veiga, já no clima de mata-mata, por se tratar do último jogo da primeira fase. “Pra todos nós é uma decisão, é o último jogo e estamos encarando como uma final”, prossegue.
Mesmo recém-chegado ao clube, o zagueiro Raphael Andrade admitiu conhecer a força da torcida e o desejo de vencer para seguir adiante com folga e a confiança do Fenômeno Azul. “Eu já tive oportunidade de jogar aqui contra o Remo, em Copa do Brasil e Série B. Responsabilidade a gente tem em qualquer jogo, eu vim para somar, podem cobrar empenho que vou dar o sangue para retribuir a confiança do treinador e da torcida, que fará uma pressão enorme”, lembra, dos tempos que jogava pelo Brasiliense.
Para muitos, por se tratar do último jogo da primeira fase, a maneira ideal de encarar um compromisso dessa magnitude é enxergar nele o mata-mata, haja vista, que se perder, abre chance para o Atlético (AC), com 10 pontos, o mesmo saldo de três gols e também uma partida a cumprir, diante do Penarol (AM), na Arena da Floresta, em Rio Branco. “É bom porque já vamos acostumados a jogos importantes, decisivos, além dos jogadores novos no grupo, isso é fundamental nesse momento. Todo jogo é uma decisão. Não ficou mais fácil depender do empate, mas é uma vantagem, só que os três pontos são o nosso objetivo”, reitera o meia Edu Chiquita.
(Diário do Pará)
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