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ESPORTE PARÁ

Remo vence Vilhena e passa às oitavas de final

Mesmo com uma tarde chuvosa e um trânsito complicado, somado ao pouco policiamento na entrada do estádio Mangueirão, o que atrapalhou a entrada de muitos torcedores e da imprensa esportiva, o clima era de festa. Mais de 21 mil torcedores foram ao Olímpico

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Mesmo com uma tarde chuvosa e um trânsito complicado, somado ao pouco policiamento na entrada do estádio Mangueirão, o que atrapalhou a entrada de muitos torcedores e da imprensa esportiva, o clima era de festa. Mais de 21 mil torcedores foram ao Olímpico do Pará acompanhar a vitória do Clube do Remo diante do Vilhena, por 2 a 1. O resultado deixou os azulinos na liderança do grupo A1 do Campeonato Brasileiro da Série D, com 16 pontos, e automaticamente classificou a equipe paraense para as oitavas de final, tendo como próximo adversário o Mixto (MS) já na próxima semana.

A princípio, estreando sob o comando do técnico Marcelo Veiga, que adaptou o time ao esquema 3-5-2, quem tomou as rédeas do jogo foram os visitantes, mais aguerridos, com intensa troca de passes na área azulina. No entanto, aos 15 minutos de partida, o atacante Dilsinho cobrou uma bela falta no ângulo esquerdo do arqueiro do Leão, salvo pelo travessão.

A defesa do Remo preocupava a cada investida adversária. Edu Chiquita e Laionel erravam muitos passes e a pouca ofensividade vinha do estreante Andrezinho. O Remo só acordou aos 20 minutos, após um cruzamento do ala esquerdo, que deixou Fábio Oliveira na cara do gol e este escorou passando bem perto do goleiro Dida.

Enquanto o Vilhena diminuía a pressão, o Leão despertava, até que conseguiu abrir o placar aos 29, após cruzamento do volante André, e o desvio de cabeça de Fábio Oliveira, Remo 1 a 0. E os donos da casa ainda tiveram chance de ampliar aos 35, com Laionel e no minuto seguinte, novamente com Fábio Oliveira, recebendo passe de Edu Chiquita, e mais uma vez atrasado na bola.

Na etapa complementar, o Remo, um pouco melhor, teve duas belas chances de gol. A primeira aos 12 minutos, num cruzamento de Edu Chiquita, no qual Laionel arriscou um voleio na pequena área e, aos 18, na meia bicicleta de Fábio Oliveira. Na sequência, um escanteio causou um bate-rebate na área e Raphael Andrade escorou a bola no canto, Remo 2 a 0.

Marcelo Veiga então tirou Edu Chiquita, Fábio Oliveira e Dida, para as entradas de Rudiero, Mendes e Tiago Cametá, respectivamente. Novamente no abuso da defesa remista, os visitantes descontaram aos 39. Numa falha do zagueiro Marcelão, o atacante Adriano colocou no canto de Gustavo, Remo 2 a 1. No restante do jogo, o Leão manteve o placar até o árbitro Avelar Rodrigo da Silva apitar o fim de jogo.

EMPOLGAÇÃO

A vitória por 2 a 1 não escondeu o grande problema enfrentado pelo time remista desde o início da Série D: o sistema defensivo. E logo na estreia do técnico e da mudança tática, a deficiência ficou novamente visível. Com o domínio adversário logo de início, muito superior na troca de passes, o Clube do Remo só conseguiu atingir a área do Vilhena aos 20 minutos de bola, justamente pela deficiência do meio campo, em especial com a pouca produtividade de Laionel.

Por ora, a tensão no meio azulina contrastava com a parca eficiência do ataque adversário, e esta, ao final, contribuiu decisivamente para o placar. “Nesse esquema de jogo, o adversário pode trabalhar bastante, mas não entra, e quando saímos temos total possibilidade de fazer gols, tanto que tivemos muito mais chances. Além do goleiro deles salvar o time, mas o nosso meio campo precisa de muita atenção”, admite o técnico Marcelo Veiga, que já sinalizou a permanência com três zagueiros em campo.

Enquanto o meio não produzia, pela primeira vez o time remista passou a trabalhar pela esquerda, com Andrezinho, autor das melhores chances do time e a maioria dos lances de área, alguns desperdiçados pelo ataque, saíram dos pés dele. “Apesar do pouco tempo de treinamento, conseguimos impor o nosso ritmo de jogo e agora vamos descansar para pensar no mata-mata”, comenta o lateral esquerdo.

Na visão do técnico Marcelo Veiga, a baixa produtividade do meio não foi crucial para a entrada de jogadores mais velozes, como Marcelo Maciel ou Cassiano, este muito pedido pela torcida. “A minha preocupação foi não desguarnecer o meio e proteger o Ratinho, que segurava bastante a zaga. Por eles estarem ganhando o meio campo, eu preferi colocar o Rudiero e ajustar o Laionel. É questão de ajuste.”, observa o técnico, que tem como preocupação a melhoria no meio campo, já visando o primeiro jogo das oitavas, contra o Mixto, no dia 2 de setembro, em Cuiabá.

(BOLA)

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