Com a metade dos jogos da primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série C já disputados, o Paysandu conseguiu, nesses dois meses de competição, sair do céu e cair na desconfiança do torcedor, por não está correspondendo dentro de campo quando joga em seus domínios e também por ainda não ter engatado uma sequência boa de vitórias na competição. Com isso, a pressão sobre o elenco subiu, alguns jogadores não estão conseguindo dar a resposta dentro das quatro linhas, pedindo, até mesmo, para serem poupadas as entrevistas coletivas.
Analisando o atual grupo de jogadores do Papão, percebe-se que é um grupo relativamente jovem, com vários jogadores entre 18 a 24 anos, tendo na equipe titular atletas que subiram recentemente da base do clube para o profissional, mesclado com atletas experientes, e com boa rodagem no futebol brasileiro, e encorpado com jogadores vindo de equipes de menor expressão, como o goleiro João Ricardo, o lateral Régis, o volante Fabinho, os meio-campistas Washington e Alex William, e os atacantes Kiros e Pantico. E durante as partidas do Bicolor paraense em Belém, observa-se que os torcedores estão pegando, geralmente, dos atletas que ainda não tiveram passagem importante em um clube de massa do futebol brasileiro, tendo no Paysandu esta oportunidade.
Para o volante e capitão do time Vanderson, se o atleta não tiver personalidade e a capacidade de superar a pressão de um clube de massa... “Tudo na vida tem a sua primeira vez. Se o jogador não estiver acostumado com essa pressão é melhor ir jogar no interior, com todo o respeito com os times pequenos, que não têm pressão, que não têm torcida, porque jogar aqui no Paysandu e Remo, a pressão é o dia todo, o ano todo”, observa Vanderson. “Temos que sair dessa situação, pois os torcedores do Paysandu não estão mais aguentando”, completa.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar