A onzena titular do Clube do Remo, contra o Mixto, terá de tudo. Jogadores estreando, recém-contratados, e, além disso, o retorno de peças fundamentais. Depois de cumprirem suspensão automática, devido o terceiro cartão amarelo, Diego Barros, Jhonnatan e Reis foram liberados e já treinaram entre os titulares, prova da confiança já perpetuada pelos últimos quatro técnicos que passara pelo Baenão.
O primeiro, mesmo com algumas críticas sobre a dupla formada com Ávalos no início da Série D, já mostrou que a troca de comando, além de não ter afetado a sua qualidade, deu ao time um formato de unidade, favorecendo o entrosamento e o respeito entre os atletas, que reflete diretamente em campo.
“No primeiro treino que fizemos com eles, eu senti um clima muito bom. Ele conversa muito e sinto que podemos fazer um grande jogo. Daqui pra frente, o Remo será um time diferente. Desde que o Marcelo chegou ficou bem claro. Não vamos jogar pra fazer 20 gols e tomar 10, queremos fazer cinco e não tomar nenhum, mas isso não significa que vamos jogar atrás”, acredita o zagueiro.
No caso de Jhonnatan, o retorno vem em boa hora, muito pelo fato de já estar sem cartões e retomar a dupla com André, uma das mais consistentes de todo o time. “Eu e o André tivemos uma sequência boa de jogos no paraense, temos um entrosamento legal, mas a cada dia que passa vamos atrás do bom desempenho, independente de quem seja o companheiro de área”, pondera.
E como reflexo da novidade, mesmo sendo um tanto radical, somado à troca de ares no Baenão, parece que todos aprovaram. “Eu acho um bom método. Vinha trabalhando esses dias. Assisti vários treinos e vi como o professor pede pra gente se comportar em campo. Inclusive já peguei algumas dicas do professor sobre o meu posicionamento em campo”, finaliza o meio-campista Reis.
Adversário só se satisfaz com o acesso
Determinação. É isso que elenco, diretoria e comissão técnica do Mixto pretendem ter a partir de agora nas oitavas de final da Série D. “Falta quatro partidas para o acesso”. É essa contagem que matutará na cabeça de todos os torcedores que irão comparecer logo mais, às 19h, no estádio Eurico Gaspar Dutra.
Mas, conflitando com essa determinação, dentro de campo, a equipe vem cheio de incerteza. O atacante Igor está tentando se recuperar de lesão. É dúvida. Na lateral, outro problema. Ley está com a garganta inflamada e Kiko poderá assumir a posição. Na busca do padrão ideal para a partida, o técnico Everton Goiano (aquele mesmo que viajou para Belém com intuito de assumir o comando do Paysandu, mas acabou voltando no meio do caminho por lambanças cometidas pela diretoria bicolor), arma a equipe no 4-4-2 e, sobretudo, pede calma e apoio do torcedor.
Depois de conseguir a vice-liderança do grupo A2, o alvinegro da Getúlio Vargas quer ir mais longe. Tanto que diretoria não para de contratar. Na última final da semana passada, contratou mais um atacante. Trata-se de Juliano, de 33 anos, que estava no Rio Branco (AC), que foi excluído da Série C e teve que desmanchar o time. Contudo, o novo contratado não joga contra o Leão. (Diário do Pará)
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