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ESPORTE PARÁ

Paraense é ídolo no campeonato da Indonésia

Há seis anos, o jogador Beto Belém decidiu que sua carreira deveria rumar para a República da Indonésia, país localizado entre o Sudeste Asiático e a Austrália. Depois de virar atacante titular do Persija, adaptar-se à cultura e “matar um leão por dia”, c

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Há seis anos, o jogador Beto Belém decidiu que sua carreira deveria rumar para a República da Indonésia, país localizado entre o Sudeste Asiático e a Austrália. Depois de virar atacante titular do Persija, adaptar-se à cultura e “matar um leão por dia”, como ele mesmo classifica, Beto ganhou o que todo atleta de futebol almeja: reconhecimento. O atacante conquistou a Chuteira de Ouro pela artilharia da Indonésia Super Liga 2012 com 25 gols marcados. Além disso, ajudou o seu time a chegar ao vice-campeonato, sendo eleito um dos três melhores jogadores do torneio.

“É um fato histórico e até emocionante para mim, porque muitos brasileiros já passaram por aqui, cariocas e paulistas, e não conquistaram. Então, essa hegemonia (de Rio-São Paulo) foi quebrada por um paraense e um paraense se destacar é gratificante. Foram seis anos batalhando”. Tendo iniciado a sua carreira no Sport Belém, em 2000, Beto, passou por outros clubes locais como Tuna Luso, Ananindeua e Remo, onde, inclusive, participou de uma das maiores conquistas do Leão: o campeonato Brasileiro a Série C em 2005. Apesar de reconhecer o título como um dos mais importantes da carreira, Beto não hesita em dizer que é muito mais valorizado na Indonésia do que na sua própria terra.

“O título no Remo foi meu melhor momento no Pará, mas, naquele time não tive muita oportunidade de mostrar meu futebol. Preferiam dar oportunidade para os caras de fora que ganhavam muito mais e, muitas vezes, eram inferiores do que os jogadores da terra. Fico até um pouco magoado com isso. Por isso não penso tanto em voltar a jogar por aqui”, confessa. Aos 31 anos, Beto exalta a sua própria conquista. Garante que jogar na Indonésia não é fácil. “Lá você tem mostrar serviço, você tem que resolver. Você joga com dois ou três estrangeiros e é cobrado para ser diferente dos jogadores locais”, conta ele que não duvida estar no melhor momento da carreira. “Sou um dos jogadores que pode ser chamado de “pops” na Indonésia”, revela.

Passando férias em Belém, depois da boa temporada, o ex-jogador do Remo já está de contrato novo. “Fui contratado por outro time. Só estou esperando o dinheiro cair na conta para voltar para a Indonésia. Quem sabe um dia, eu volto por aqui”, despede-se. (Diário do Pará)

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