No último sábado (1), mais um empate foi contabilizado na história dos confrontos entre Águia de Marabá e Fortaleza. O quarto em dois anos. Assim, como no primeiro turno da Série C, Azulão e Leão do Pici não saíram de um empate sem gols. E se na primeira rodada, os marabaenses tinham motivos para comemorar o empate, dessa vez, foram os cearenses que vibraram com o resultado igual.
Jogando fora de casa e na segunda colocação na tabela, o Tricolor cearense leva muito bem um ponto para casa. Já os o azulinos do sudeste do estado, apesar de manter a invencibilidade no Zinho de Oliveira, deixam escapar dois pontos preciosos que ajudariam o time a se reabilitar da última goleada sofrida.
E foi justamente temendo esse resultado ruim que o time do técnico João Galvão teve todo o primeiro tempo a seu favor. O retorno do volante Diogo fez a equipe ficar melhor postada em campo. Avançado em bloco, o Águia levava perigo para a meta do Leão e, ao mesmo tempo, quebrava qualquer possibilidade de contra-ataque dos visitantes. Porém, mesmo estando bem taticamente, os aguianos erravam nas finalizações. Se mostrando um time paciente, o Fortaleza foi deixando os donos de casa se atrapalharem nos próprios erros para começa a esbanjar uma reação: antes do juiz encerrar os primeiros 45 minutos, por pouco, em duas jogadas de bola parada, o Fortaleza não desceu para os vestiários a frente do placar.
No segundo tempo, os cearenses conseguiram equilibrar de vez o jogo. Os comandados de João Galvão sentiram a pressão. Nesse momento, as faltas foram o ponto alto da partida. Em um pequeno intervalo, dois dos seis cartões amarelos que a equipe levou. Mas, assim, até o final da segunda etapa, Águia e Fortaleza não mexeram no placar: 0 a 0.
O resultado entre Águia e Fortaleza se repetiu e o discurso do técnico João Galvão para explicar o empate também. Da mesma forma de quando o seu time perdeu de goleada, João Galvão diz que “não é hora de entrar em desespero”.
Há dois jogos sem vencer e estagnado na sexta posição, Galvão minimizou resultando elogiando o adversário. “Nós tínhamos que vencer, mas enfrentamos um dos líderes do campeonato e não é qualquer time. A gente fica feliz pela pequena história do Águia contra o grande Fortaleza. Esse jogo já virou um clássico Norte/Nordeste. Desde 2010, foram quatro empates e isso faz parte no confronto difícil entre os clubes”, comentou o técnico. Os gols perdidos foram a principal queixa do treinador. “Nós tivemos chance de ganhar a partida. No primeiro tempo, o Fortaleza só deu dois chutes ao gol. Também tivemos algumas outras oportunidades de matar o jogo, mas não conseguimos finalizar bem e isso acabou prejudicando”, analisou.
Mas, em meio aos males, veio algo bom. A volta do volante Diogo também foi lembrada. Para o treinador, ter dois volantes é fundamental. O Azulão possuiu a pior defesa da terceirona. “Isso mostra a importância de ter um meio-campo pegador, aguerrido”, pontua.
PRÓXIMO DESAFIO
A próxima partida do Águia de Marabá é no domingo, 9, contra o Cuiabá (MT), no estádio Presidente Dutra, às 16 horas. Se ainda desejar está entre os quatro primeiros colocado, o Azulão não pode nem pensar em um novo resultado negativo contra os mato-grossenses. “O segundo turno está apenas começando. O Águia tem time para reagir e recuperar esses pontos perdidos em Marabá no próximo jogo, mesmo jogando fora”, deseja Galvão.
Até agora, o grande problema para essa partida é o número de jogadores pendurados com dois cartões amarelos. São quatro titulares: Carlão, Daniel, Ivonaldo e Stanley. Além disso, Roberto já está suspenso. “Independente de estar pendurado ou não, você tem que jogar para vencer. Não vou tirar ninguém que está com dois cartões”, afirma.
(BOLA)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar