Além da problemático sistema coletivo do time, o Remo teve mais duas barreiras para esboçar qualquer reação efetiva, uma foi o goleiro Perereca, que, na opinião da crônica especializada, foi o melhor jogador em campo, e Nonato, atacante paraense autor dos dois gols da vitória. Com eles em campo, o Remo levou pressão na defesa e foi abafado no ataque.
Com o começo entusiasmado, o Leão Azul teve certo domínio de bola até os 20 minutos do primeiro tempo, foi quando apareceu o problema. Fábio Oliveira, Reis, Ratinho e Dida, quase todo meio ofensivo do time arriscou, mas o goleiro Perereca cortou todas. Enquanto isso, o ataque do Mixto pouco produzia, Nonato e Furlan ainda caminhavam timidamente. “Mais uma vez tomamos os gols por falhas nossas, isso não pode ocorrer quando formos jogar em casa”, opina Fábio Oliveira, que também reclamou das condições do gramado.
Na volta, sentindo a deficiência ofensiva, o nervosismo azulino pesou e por outro lado facilitou a vida do ataque mato-grossense. Foi quando a dupla cresceu em campo. Ainda aos nove minutos, Após cruzamento para a área do Remo, Robinho escorou de cabeça e Furlan arriscou de cara um voleio, passando por cima da meta azulina. E na sequência, a profecia se confirmava. Aos 15, o paraense Nonato marcou o primeiro e aos 21 ampliou a conta.
“Tomamos uma ducha de água fria no início do segundo tempo, quando levamos o gol após uma jogada nossa perdida na frente.
Oferecemos o contragolpe, e eles souberam aproveitar com muita esperteza”, admite o técnico Marcelo Veiga, incumbido de reverter a diferença de dois gols na semana que vem, no Mangueirão.
(BOLA)
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