No ano do título mais importante da história do Clube do Remo, alguns jogos vivem na memória do torcedor, mesmo depois de 7 anos. Em 2012, o Leão repete a cena da Série C de 2005, especialmente da partida contra o Tocantinópolis-TO.
Na ocasião, o Clube de Periçá perdeu a primeira partida de 2 a 0, tendo que reverter a situação em Belém, com diferença de três gols, situação semelhante com a do próximo domingo (9), contra o Mixto-MT, em Belém.
Torcedores, ex-jogadores e jornalistas que viveram o ápice dos mais de cem anos azulinos, esperam que aquela classificação heróica, com direito a gol de canela de Magrão e arrancada memorável de Landu, antes de sofrer o pênalti que garantiu o gol da classificação, inspire os comandados de Marcelo Veiga.
O acadêmico de direito, André Luiz, guarda com carinho o dia 18/09/2005. “Me emociono só de lembrar desse dia. Acredito que hoje em dia, todo remista que se preze, lembra desse jogo com um sentimento de orgulho. Não pelo jogo contra um clube sem expressão, ou por uma vitória na série C, mas pela forma como ela foi construída”, destacou André, completando com detalhes vivos em sua retina.
“São tantos detalhes. O gol deles, pênalti perdido, 3x1 pro Remo com gol do Magrão de canela e o novo pênalti sofrido pelo Landu. Ah! Esse novo pênalti é impossível esquecer, da forma como ele veio. Até hoje me arrepio de lembrar, nem Usain Bolt correu tanto quanto o Landu correu”, brincou o torcedor.
Engana-se quem pensa que aquela partida foi inesquecível apenas para os mais de 40 mil torcedores que lotaram o Mangueirão. A galera azulina do ‘radinho’, também ‘enche os olhos’ ao lembrar aquele dia.
O engenheiro Bruno Holanda, 21 anos, lamenta não ter ido ao Estádio Olímpico do Pará naquela tarde, mas garante que o eletrônico de pilha o emocionou com os relatos de cada lance. “Eu lembro que estava em casa, e não pude ir ao jogo pois tinha ido a um compromisso. Cheguei atrasado em casa, o jogo tinha começado, mas fiquei muito emocionado ouvindo pelo ‘radinho’”, relatou.
Para Bruno, aquela partida deve servir de espelho para os atuais jogadores do Clube do Remo que terão pela frente a árdua missão de classificar o Leão em desvantagem.“Aquele jogo (contra o Tocantinópolis) tem que servir de motivação para os jogadores honrarem a camisa do Clube e a torcida que vai lotar mais uma vez o Mangueirão”, completou.
No rádio, o porta-voz da torcida azulina e tido como ídolo por parte do fenômeno azul (termo que ele criou após o jogo contra o Tocantinópolis), Paulo Caxiado confia na classificação do Remo.
O repórter da Rádio Clube do Pará vê semelhanças no time de 2005 e no de 2012. “O atual time do Clube do Remo é parecido com o de 2005. Aquele time não passava confiança na primeira fase, perdia e ganhava. Quando pensávamos que ia embalar, o time tropeçava”, disse ‘Caxi’, que relembra outras coincidências com o elenco campeão brasileiro.
“Na época do Davino (Técnico do título brasileiro), ele trouxe três jogadores para compor o elenco, o Maurílio, Capitão e Vitor Boleta. O Marcelo Veiga assumiu o Remo e trouxe o Raphael Andrade, Andrezinho e Alceu. Essas coincidências são incríveis”, observou o repórter.
O confronto entre Remo e Tocantinópolis, em 2005, teve o placar de 2 a 0 no primeiro jogo, no Tocantins. Em casa, o Remo venceu por 4 a 1, de virada, depois de inclusive, perder um pênalti.
(Felipe Saraiva/DOL)
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