Contratado pelo Remo após a demissão de Edson Gaúcho, o técnico Marcelo Veiga, em sua curta passagem pela Série D, comandou o time azulino por apenas três partidas: a primeira foi a vitória sobre o Vilhena por 2 a 1; depois, já nas oitavas de final, caiu diante do Mixto, em Cuiabá, e, por fim, foi despachado do campeonato, vencendo o jogo de volta, mas derrotado na combinação de resultados.
De acordo com ele, o plantel azulino foi totalmente superior, foi para cima como deveria e se guarneceu na defesa. No entanto, por uma perda inesperada do volante André, a defesa acabou desestabilizada. “Sofremos um gol num contragolpe, de novo. Perdemos a nossa referência, que foi o André, isso dificultou muito. A gente tinha que pressionar, buscar o gol, mas sem se arriscar muito. Os dois gols que levamos lá foram assim e novamente caímos no mesmo erro”, admite.
“Foi horrível. Todos queriam a classificação, mas infelizmente não aconteceu. Ninguém aqui pode reclamar de torcedor e diretoria. A culpa foi toda nossa. Poderíamos até segurar o placar pra resolver nos pênaltis. A gente tinha essa condição nas mãos. Eles acabaram jogando por um lance e tiveram sorte”, prossegue.
Agora, quanto ao futuro, sem um calendário oficial pelo restante do ano, a relação entre o técnico e a diretoria ainda será repensada, pois se depender da vontade dele, o trabalho ainda não acabou. “Eu vim com o pensamento de um trabalho a longo prazo, junto com essa diretoria, que me deu a oportunidade de trabalhar aqui. Porém, com a desclassificação, vamos sentar e conversar pra ver o que será feito, mas eu não vim aqui para ficar dois jogos”, garante.
O calcanhar de Aquiles: a defesa, sempre ela...
O maior problema detectado no Remo desde o princípio da temporada acabou mais uma vez vitimando a equipe. Novamente, depois de muito ser treinado e batido pelo técnico, a defesa não garantiu segurar a eficiência do ataque do Mixto, e num lance rápido, tomou o gol que calou as arquibancadas do Mangueirão. Nem mesmo os três técnicos que comandaram o Remo nesta Série D foram capazes de resolver o problema, transformado em alegria dos adversários.
Ontem, a estranha volta de Ávalos, no lugar de Diego Barros, já deixara alguma dúvida no ar. Apesar da experiência e de grandes clubes no currículo, o zagueiro paulista já tem uma idade muito avançada, o que o impede de fazer marcação mano a mano, como no lance do gol. Após ele cochilar na jogada o atacante Nonato invadiu a grande área e tocou rasteiro, nos pés de Ygor, sem chance para Gustavo.
De imediato a torcida ficou hostil com Ávalos. O jogador, já meio apagado no jogo, passou a cortar as bolas de qualquer maneira, mostrando um nervosismo atípico para alguém já incluído em pré-listas de convocação para a seleção brasileira. No entanto, de acordo com ele, todo mundo fez o que pôde. “Todo mundo lutou dentro do campo, estivemos sempre na frente, mas eles aproveitaram a oportunidade pra marcar. Parabenizamos todo mundo que acreditou no Remo, mas dentro do campo só temos que pedir desculpa por tudo o que aconteceu”, justifica.
Outro fator lembrado foi a saída de André, que saiu de campo com um corte no supercílio. O técnico então escalou Jhonnatan, sem a mesma pegada, desguarnecendo a defesa.
(BOLA)
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