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ESPORTE PARÁ

Um espelho de toda a temporada

O que era para ser uma tarde de festa se tornou pesadelo. Nunca uma vitória foi tão indesejada como a de ontem. 2 a 1 não dava aos azulinos a classificação, e justamente por isso as dificuldades precisariam ser superadas. No entanto, a realidade foi outra

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O que era para ser uma tarde de festa se tornou pesadelo. Nunca uma vitória foi tão indesejada como a de ontem. 2 a 1 não dava aos azulinos a classificação, e justamente por isso as dificuldades precisariam ser superadas. No entanto, a realidade foi outra. Ao final, a vexatória eliminação representou muito mais um espelho de toda temporada 2012 do futebol azulino.

A primeira semelhança aconteceu no Parazão. Flávio Lopes correu contra o tempo, venceu o 2º turno e foi para a final contra o modesto Cametá, que estava há cerca de 30 dias sem jogos. O franco favorito acabou sucumbindo ao finalista estreante, com direito a dois gols em quatro minutos. E foi apenas o começo.

Na sequência, o Remo entra na Série D de forma duvidosa, fazendo muitos acreditarem até na compra da vaga. Flávio Lopes foi mantido e deu início ao projeto Série C. No dia 26 de junho, depois de viajar 28 horas rumo ao interior de Rondônia, o Remo levou uma lambada, 4 a 2 para o Vilhena. O primeiro a cair foi o técnico.

Depois, Edson Gaúcho, o “brabão”, tocou o barco, e aos trancos e barrancos deu uma pequena formatação ao time, mas o lado autoritário dele não permitiu um relacionamento duradouro. Após seis jogos e uma nova goleada sofrida, desta vez 4 a 1 para o Penarol, o técnico foi mandado embora, após 1 mês e 22 dias de trabalho.

Não sem antes inchar o plantel com jogadores duvidosos, muitos ao melhor estilo “gato de hotel”. Enquanto importou vários, os da casa foram se perdendo, incluindo ai Igor João, Jayme, Joãozinho e Lino, mandado de volta ao sub-20 sem sequer estrear. Faltando apenas um jogo na primeira fase, contra o mesmo carrasco da estréia, o Vilhena, Marcelo Veiga assume o comando depois de fazer história no Bragantino. Em três dias de treino vence o VEC, e encerra a 1ª fase na frente, mas já na primeira batalha das oitavas, contra o Mixto, foi eliminado.

Correndo por fora, a diretoria ainda fez tudo para agradar o time. Salários em dia, premiação por vitória e uma promessa de 200 mil pelo acesso. Contudo, o excesso de mimos não foi suficiente para abrilhantar os olhos do elenco e finalmente veio a conclusão, sem amor à camisa, dinheiro nenhum ganha campeonato. Infelizmente 2012 é mais um ano a ser esquecido pelo remistas.

(BOLA)

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