São 107 anos de glória, tradição e uma história de paixão com o torcedor. As alcunhas que o definem dão a dimensão da imponência e carinho que o Clube do Remo tem ao longo de sua trajetória: O Leão Azul, Filho da Glória e do Triunfo, Mais Querido e Clube de Periçá.
Mas, eis que o peso da tradicional camisa vitoriosa a cada ano parece que sofre de uma anorexia nervosa, que a deixa pouco a pouco mais leve, quase uma pluma. Os motivos? Inúmeros, e nem adianta entrar nos pormenores, porque se corre o risco de fazer qualquer azulino desistir da leitura. Mas, vamos lá! É preciso lembrar, é preciso questionar. Talvez assim, os responsáveis caiam na real e digam como Roberto Carlos: “Daqui pra frente, tudo vai ser diferente...”.
E enquanto eles não aprendem a ser gente, resta ao torcedor lamentar a falta de amor dos “jogadores” ao escudo do Leão. “Atletas” com nomes tão desconhecidos no cenário do futebol paraense, que se chega a pensar que estamos lendo uma escalação de um time romeno, com Ávalos e afins...
Sim, as contratações sem critério, as soluções da lavoura indicadas pelo rodízio de técnicos que chegam à Toca do Leão, e que nunca resolvem nada, mas deixam sua marca: as chagas no coração ferido do torcedor e as feridas cada vez maiores nas finanças azulinas.
De quem é a culpa? Cabe a você torcedor, tirar suas conclusões e acreditar que o verbete que o descreve no dicionário não é sinônimo de sofredor. Enquanto isso, sofre o futebol paraense e todos que dele sobrevivem e o admiram.
E já que tocamos no nome do ‘Rei’, que os que respondem pelo futebol medíocre que se desenha a cada ano na Antônio Baena, não se aqueçam no inverno e aprendam, de uma vez por todas, que o bom é ser feliz e mais nada...
Que cada um procure o seu destino!
A diretoria do Remo vai se livrar de boa parte do atual plantel. “Vamos sentar ainda essa semana pra acertar as contas de todos os jogadores que tem o contrato vencendo agora fim do mês de outubro, todos esses vão embora”, dispara Albani Pontes, diretor de futebol.
“A nossa pretensão é manter esses jogadores que são daqui, vamos mantê-los para dar início a nova formação do time do Remo, é com eles que o clube pretende recomeçar”, completa Albani.
Entretanto, já existem especulações sobre o interesse de empresários em alguns jogadores vindos da base. A informação, negada pela diretoria, é que um empresário do Rio de Janeiro estaria disposto a pagar a multa rescisória de R$ 250 mil para levar o meia Reis, que seria posteriormente negociado com o Atlético Goianiense.
Outro interessado, segundo conversas internas, seria o técnico do Paysandu, Givanildo Oliveira, simpático ao futebol do meia Ratinho e do zagueiro Raphael Andrade, porém, a informação não procede. “Posso garantir que não”, rebate Antônio Claudio Louro, diretor de futebol do Paysandu.
(Diário do Pará)
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