Há quatro jogos sem vencer, o Paysandu já acendeu o sinal vermelho. Saber que o time se mantém no G-4 do Campeonato Brasileiro até a próxima rodada, porém, ameniza a preocupação. Mas, onde estaria o problema do Papão que não consegue engatar uma sequência de vitórias e fazer uma apresentação convincente? O técnico Givanildo Oliveira deu pistas, ao final da partida do último sábado, quando comentou o empate em 1 a 1 com o Guarany de Sobral. Giva fez uso de um velho jargão do mundo futebolístico: “quem não faz, leva”.
De fato, os números do ataque bicolor ilustram as palavras do treinador. Em 11 jogos, o Papão marcou em 14 vezes. Uma média de apenas 1,27 gols por partida. Ao lado do Treze (PB), é o terceiro pior ataque da competição. O não aproveitamento das oportunidades eleva a pressão. “Pela falta de fazer gol, pela necessidade de fazer e, principalmente, pelas oportunidades que estamos perdendo. Chegamos na cara do gol e não concluímos bem. Agora, todo tempo tem pressão. A torcida já pega no nosso pé. Mas é esquecer um pouquinho isso e trabalhar”, avalia o lateral-direito Pikachu.
Outro exemplo do fraco desempenho bicolor no ataque envolve o artilheiro da equipe. Thiago Potiguar tem somente três gols. Mesmo com tantas oportunidades desperdiçadas, Pikachu não concorda com os que estão classificando o time como ruim. Para ele, basta melhorar as finalizações. “Alguém que falar que nossa equipe é ruim, está equivocado. Todo jogo, temos pelo menos cinco ou seis oportunidades de gol. Time ruim não cria oportunidades de gol. Acredito que melhorando isso, fica tudo bem”, encerra.
(BOLA)
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