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Trabalho para evitar dívidas no Remo

A missão de dispensar os jogadores que têm contrato vencendo entre outubro e dezembro tem sido conduzida unicamente pela diretoria do Remo, e não conta com o auxílio do departamento jurídico do clube. Os primeiros a acertarem com o clube foram os integran

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A missão de dispensar os jogadores que têm contrato vencendo entre outubro e dezembro tem sido conduzida unicamente pela diretoria do Remo, e não conta com o auxílio do departamento jurídico do clube. Os primeiros a acertarem com o clube foram os integrantes da comissão técnica de Marcelo Veiga, além dos jogadores Gustavo, Raphael Andrade, Andrezinho, Alceu, Índio e Rudiero. O restante está sendo dispensado aos poucos. No total, são 24 relacionados.

Uma informação que surgiu dava conta de que o setor jurídico estava prestando apoio para firmar alguns acordos com atletas sem jogos para o restante do ano. E como faltam ser pagos os salários de agosto e setembro, a folha teve um aumento significativo, daí a necessidade de fechar uma conversa entre as partes. Contudo, o departamento jurídico informou que não presta auxílio nas rescisões.

“O único jogador que eu estou auxiliando o processo, que não é rescisão, é de dívida, é do goleiro Adriano, que eu conheço e tem bom caráter. Ela foi contraída na gestão do Amaro Klautau e até hoje não honrada. Agora, se não for possível chegar num acordo benéfico para ele, eu vou sugerir que ele procure a justiça trabalhista”, afirma Ronaldo Passarinho.

Segundo ele, o setor jurídico do clube não faz qualquer interferência na negociação entre jogadores e diretoria, cabendo a eles exclusivamente o dever de cuidar das questões trabalhistas.

“Trabalhamos só e unicamente com a justiça, eu sequer sei o nome desses jogadores, conheço um ou outro, mas não sei nada deles, não estou a par dessa situação e nem vou me envolver. Eu só faço a questão trabalhista até hoje porque gosto muito do Clube do Remo, mas nem eu e o nem o outro advogado fazemos esse trabalho”, explica Passarinho.

FALTA GRANA

A eliminação precoce da quarta divisão ainda deve render ao clube algumas dificuldades na hora de encerrar o contrato do elenco, tudo porque, devido às previsões antecipadas pelo caderno Bola, de que o Remo deixaria de lucrar cerca de R$ 1,5 milhão nos três jogos em casa restantes na Série D, agora, sem caixa, os acordos devem prevalecer para evitar mais casos na justiça trabalhista.

O plantel está em época de receber o salário referente ao mês de agosto, e ainda restam as folhas de setembro e outubro, quando a maioria encerra contrato. Como o valor da folha salarial girava em torno de R$ 250 mil reais, seriam necessários pelo menos R$ 750 mil só para as despesas com futebol. Cabeça antecipou que “um milhão seria o acerto”, por acrescentar funcionários e despesas extras acumuladas.

(Diário do Pará)

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