Um ‘torcedor’ morto, 93 assentos danificados, uma câmera de segurança destruída e uma parte do alambrado de vidro do estádio Presidente Vargas (PV) quebrado. Estes foram o saldo do confronto entre as torcidas organizadas do Fortaleza-CE e Paysandu (apoiada pela torcida do Ceará), no jogo deste domingo (16), na capital cearense, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C.
Antes do início da partida, duas bombas caseiras explodiram próximo à torcida do Papão, trincando o alambrado de vidro do PV. A câmera arrancada estava localizada na rampa de acesso da torcida do Tricolor do Pici às arquibancadas do caldeirão. Os assentos arrancados foram atirados ao gramado ou jogados contra a torcida adversária.
A violência que começou ainda no sábado (15), ocorreu também no horário do jogo e terminou com um homicídio logo após a partida, no bairro Jóquei Clube, em Fortaleza (CE). Segundo o delegado Franco Pinheiro, titular da Divisão de Homicídios, o torcedor foi morto por quatro pessoas que estavam em um carro não identificado e vestia camisa do Paysandu e boné do Ceará. Paulo Henrique Amorim da Silva, que acompanhava a vítima no momento dos disparos, também acabou baleado. Ele foi levado a um hospital de Fortaleza (CE), mas ainda não há notícias sobre o seu estado de saúde.
MINISTÉRIO PÚBLICO
O Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE) promete fazer uma profunda investigação para achar os culpados pelo homicídio e pelo vandalismo ocorrido no estádio Presidente Vargas. O MP promete se basear no estatuto do torcedor para punir as torcidas organizadas envolvidas nos acontecimentos deste final de semana.
(Felipe Melo/DOL, com informações do Portal O Povo)
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