Ainda procurando entender o que aconteceu com a equipe durante o segundo tempo da partida contra o Fortaleza (CE), no Ceará, pela 12º rodada do Campeonato Brasileiro da Série C, quando os bicolores, em oito minutos, permitiram que o adversário marcasse três gols e virasse o jogo, o elenco do Paysandu desembarcou na capital paraense na noite de ontem.
“Se tu fores analisar o primeiro tempo que a gente fez, foi um primeiro tempo brilhante, a equipe jogando de uma maneira que sempre vem fazendo fora de casa. Daí no segundo tempo, não sei o que aconteceu, não conseguimos tirar a bunda lá de trás, deixamos a desejar principalmente na marcação”, analisou o goleiro Dalton, completando. “Desatenção e falta de marcação, coisas que não podiam ter acontecido e aconteceram”.
Além da análise sobre o comportamento da equipe durante o jogo do último domingo, Dalton pede maior entrega do time para as próximas rodadas da competição. “Eu acho que todo mundo que está aqui é homem, é profissional e sabe da responsabilidade. Agora tem que ser levado isso para dentro de campo, mais do que está sendo levado. Não podemos mais dar bobeira, são pequenos detalhes que deixamos a desejar”, diz o goleiro, assumindo que a tensão aumentou, pois com a derrota para o Fortaleza, a equipe ficou distante apenas três pontos da zona de rebaixamento para a Série D. “ É buscar força aonde não tem, porque a gente caiu para sétimo. Temos que matar, verdadeiramente, um leão a cada jogo, porque temos que fazer os resultados dentro de casa, agora contra o Santa Cruz (PE)”, finaliza.
Eles vão segurar a pressão?
Em Belém desde o final de semana, os jogadores Junior Maranhão e Alex Gaibú realizaram os testes físicos ontem pela manhã no estádio da Curuzu e devem se integrar ao grupo na tarde de hoje. Contratados à mando do treinador Givanildo Oliveira, os dois atletas de 35 anos esperam corresponder às expectativas depositadas sobre seus ombros e ajudar o Papão a reencontrar o caminho das vitórias no Campeonato Brasileiro da Série C. “O importante é quando entrarmos em campo, procurarmos com muita determinação, com nossa experiência e nosso futebol, ajudar os demais companheiros”, diz o volante Junior Maranhão.
Experientes, Maranhão e Gaibú são dois jogadores que chegaram para se juntar a Vanderson, Harison e Zé Augusto e dividir a responsabilidade durante os jogos na competição. E para Junior, o fato de ter 35 anos não significa que está em declínio na carreira. “Eu fico entre esses que se cuidam, não basta ser apenas jogador, tem que ser atleta profissional de futebol. Estamos vendo vários exemplos de jogadores, acima de 30 anos, jogando um futebol dinâmico. E comigo e com Gaibú não pode ser diferente, por isso estamos aqui”, frisa o volante, que considera possível a classificação à próxima fase. “A gente sabe que o momento é complicado, mas o importante também é que só depende da gente, só depende do grupo. É ter tranquilidade, continuar trabalhando e creio que, com a ajuda de todos, vamos conseguir sair daqui com a nossa classificação”, acredita.
(Diário do Pará)
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