Tomara que os maus resultados do Paysandu neste Campeonato Brasileiro da Série C não tenham outra consequência hoje à tarde no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Rio de Janeiro. Na capital carioca, o clube paraense teve o seu nome citado em três pautas. Duas envolvendo dois de seus jogadores, Thiago Potiguar e Harison que foram expulsos na partida contra o Luverdense (MT) pela 11º rodada, e a outra se trata dos objetos jogados em campo pelo torcedor no jogo entre Paysandu e Icasa (CE), em Belém.
De imediato, já para o jogo do próximo sábado contra o Santa Cruz (PE), em Belém, o técnico Givanildo Oliveira pode receber a notícia no final da tarde de hoje que o meio-atacante Thiago Potiguar e meio-armador Harison não podem vestir a camisa bicolor nesta rodada.
Thiago Potiguar foi expulso aos 48 minutos do segundo tempo, após discussão e confusão com o zagueiro do Luverdense, Roberto, e por isso responde ao inciso II do artigo 250, que fala em “empurrar acintosamente o companheiro ou adversário, fora da disputa da jogada”. Ele pode pegar de um a três jogos. Mas, o caso que mais preocupa a comissão técnica bicolor é o do meia Harison. De acordo com o árbitro daquele jogo, Jânio Pires Gonçalves (TO), o atleta alviazul foi expulso “por ter deixado o braço de forma dolosa atingindo o rosto do adversário”, Junior Terceiro. Desta forma, Harison se enquadra no artigo 254, inciso I que diz: “desferir dolosamente soco, cotovelada, cabeçada ou golpes similares em outrem, de forma contundente ou assumindo o risco de causar dano ou lesão ao atingido”. Pena de quatro a 12 jogos de suspensão.
Além dos atletas, a diretoria bicolor também está preocupada com uma possível perda de mando de campo para as últimas duas partidas do Papão em casa. Reincidente, o bicolor paraense será julgado pelo STJD no artigo 213, incisos I e III do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, por “deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens em sua praça de desporto e o lançamento de objetos no campo”. A multa para esta infração varia entre R$ 100 e R$ 100 mil e ainda pode resultar em perda de até dez mandos de campo, no entanto, em caso de punição, não se estende para a próxima rodada. Se a derrota no tapetão for concretizada, a diretoria alviazul estuda realizar seus jogos em Paragominas.
(Diário do Pará)
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