Apenas 15 minutos e dois bonitos lances. Foi o que precisou o atacante Danilo Galvão no jogo contra o Icasa para provocar no torcedor do Águia de Marabá um gostinho de quero mais. Com um gol na sua estreia contra o Cuiabá e bons lances na curta presença em campo no sábado, o jogador, que é filho do técnico João Galvão, aos poucos vai conquistando os marabaenses.
Entre aqueles que querem ver um pouco mais de Danilo em campo está o professor Marcos Lopes da Conceição, que confessa ter criticado a diretoria azulina ao saber que o filho do técnico havia sido contratado. “O Branco teve muita sorte de ter marcado o gol que deu a vitória ao Águia contra o Icasa, pois acredito que dificilmente ele conseguiria manter a vaga de titular no próximo jogo. O Danilo vem mostrando que foi contratado não apenas para fazer os caprichos do pai. Ele tem qualidade e pode ajudar a nossa equipe nesta reta final do campeonato”.
Apesar da vitória na última rodada, outro azulino que cobra mudanças na equipe é Fred das Neves, que ressalta ser inadmissível uma equipe perder tantos gols como o Águia fez no último jogo. “Só conseguimos vencer porque o Icasa é muito fraco. Podíamos ter goleado, mas com tantos gols desperdiçados corremos sérios riscos de ter saído com um empate e até mesmo uma derrota dentro de casa. Acho que o Galvão podia dar uma chance ao Danilo, pois os demais já tiveram e não estão sabendo aproveitar”.
Para Danilo Galvão, as oportunidades vão aparecendo aos poucos na equipe aguiana. Ele lamentou não ter assinado o gol no lance que marcou a sua primeira participação na partida. “Naquela região do gramado tem muita areia e a bola variou muito, por isso não consegui acertar em cheio”.
Apesar de ter marcado apenas o gol de honra na derrota por 3 a 1 para o Cuiabá, Danilo avalia que o gol serviu para dar mais tranquilidade ao seu trabalho. Ele disse que considera normal a desconfiança do torcedor, que fica receoso por ele ser filho do técnico da equipe. “Já é normal a torcida cobrar gols de atacante, mas eu tenho consciência que a cobrança sobre mim será ainda maior pelo fato do Galvão ser meu pai. É dentro de campo que espero corresponder a minha contratação”.
Quando questionado sobre titularidade, o atacante prefere manter o discurso de grupo e destaca que o que mais importa é a vitória. Ele terá os últimos coletivos da semana para tentar convencer o pai, que é a melhor opção para o ataque marabaense no jogo contra o Guarany. A solução para a má fase do Águia fora de casa pode estar dentro da própria casa de Galvão.
(Diário do Pará)
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