Parece que os deuses do futebol mostraram algum apreço pelo Paysandu e aliviaram o que poderia desfigurar o time do técnico Givanildo Oliveira para o jogo de amanhã, às 16h, contra o Santa Cruz (PE). Os jogadores Harison e Thiago Potiguar receberam penas leves, já cumpridas, e estão garantidos para o desafio da próxima rodada. Porém, nem tudo é motivo para festa. As forças divinas futebolísticas não conseguiram evitar o inevitável e o Papão não realizará em Belém os seus dois últimos jogos, em casa, da primeira fase. Foram os resultados dos julgamentos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
O advogado do Paysandu, Renato Brito, tinha a missão de evitar que o bicolor Harison sofresse uma pena maior. O volante e capitão do Luverdense (MT), Júlio Terceiro, esteve presente no Rio de Janeiro para se defender. “O lance foi o seguinte: estávamos na parte ofensiva e a defesa do Paysandu deu um chutão para frente, no que eu me virei para correr em direção a bola, o Harison se escorou em mim e eu acabei empurrando ele. Naquele momento, o árbitro entendeu que foi um tapa, mas não deu um tapa nele, só o empurrei, como ele colocou a mão no meu rosto, um lance normal”, explicou Júlio Terceiro.
Aproveitando o depoimento do jogador, Renato Brito complementou a defesa do jogador bicolor. “Foi uma disputa de espaço, como ele falou. Foi um lance normal de futebol. Cotovelada, desferida dolosamente, como consta na súmula, não houve”. “Pelo exagero da narração da súmula no lance do Harison e do Júlio terceiro, já podemos imaginar o que houve neste caso (do Thiago Potiguar). Peço a absolvição também”, completou Brito.
E por unanimidade de votos, o tribunal advertiu o meia Harison, denunciado no artigo 250, antes tipificado no artigo 254-A, e suspendeu o meio-avançado Thiago Portiguar por uma partida, já cumprida.
PUNIÇÃO
Se a curto prazo o Paysandu conseguiu escapar de um problema, a médio prazo, a diretoria bicolor terá que se virar para amenizar um duro golpe sofrido no STJD. Por unanimidade dos votos, a quinta comissão disciplinar aplicou a perda de dois mandos de campo do Paysandu em competições nacionais e ainda, por voto da maioria, o clube foi multado em R$ 3 mil.
O advogado Osvaldo Sestário, responsável em defender o Paysandu nesta pauta, tentou apelar para o lado emocional da banca na tentativa que os advogados entendessem a real situação do Paysandu. “É um clube que tenta se reerguer, que tem uma torcida apaixonada, que sempre está presente. O clube faz campanha nas rádios tentando reprimir esse tipo de atitude, mas não está conseguindo”, apelou Sestário.
Como não há tempo hábil para que a punição seja cumprida de imediato, a punição se estendeu para os jogos contra o Treze (PB) e Salgueiro (PE). Segundo a pena imposta, o Papão só pode jogar em estádios distantes 100 km da capital paraense. A diretoria bicolor acena com a intenção de realizar as partidas em Paragominas, na Arena Verde. No entanto, mais um problema. O estádio não produziu os laudos que a Confederação Brasileira de Futebol exige para que jogos oficiais nacionais ocorram. A segunda opção seria o estádio Jader Barbalho, em Santarém.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar