O que mais se temia deve acontecer em breve. A falta de um acordo favorável entre a diretoria do Remo e o atacante Mendes vai render mais um processo trabalhista na costa do clube. O atacante admitiu, em entrevista ao caderno Bola, que já está acionando o clube judicialmente por falta de um acordo viável e a falta de diálogo com os dirigentes do Remo.
“Eu tentei de todas as formas possíveis entrar num acordo com a diretoria do Remo. Na primeira conversa com o Albani, ele me ofereceu apenas promissórias. Primeiro, ele disse que eu estava demitido, que ia sair do grupo e ia fazer um acordo. A primeira proposta foram as passagens e a nota promissória. Se eu não aceitasse a nota, não teria nem as passagens, eu não aceitei”, desabafa o atacante.
Ainda segundo ele, o fato de não ter jogado regularmente, não significa falta de compromisso com o clube e muito menos desrespeito à torcida. “Abri mão do mês de setembro e outubro. Abri mão do 13º e férias, tudo para chegar num acordo. Queria só o mês de agosto trabalhado pra ir embora. Eu trabalhei apesar de tudo, treinei, não coloquei faca no pescoço de ninguém para me contratar”, prossegue.
Após as conversas de uma rescisão conturbada, vieram as críticas de alguns setores da imprensa, e, principalmente, da torcida, na qual ele pede desculpas. “Só quero que a torcida me entenda que qualquer profissional, independente de ter atuado ou não, tem o direito de receber. Dei o meu máximo e respeitei o clube, mas infelizmente, eles não quiseram chegar num acordo. Passei dias ligando e ninguém me atendeu, então, teve que ser assim, mas respeito muito todos que me apoiaram”, garantiu. Por outro lado, a reportagem tentou contato com a diretoria do Clube do Remo, mas até o fechamento da edição não obteve sucesso.
(Diário do Pará)
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