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ESPORTE PARÁ

Roberto Macedo fala sobre planos para o Remo

Roberto Macedo é médico, tem 74 anos, 50 de medicina e está no Clube do Remo desde a década de 60. Projeta um novo futuro para o clube, priorizando a base e investindo na volta da sede social. O candidato a presidente azulino conversou com a reportagem do

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Roberto Macedo é médico, tem 74 anos, 50 de medicina e está no Clube do Remo desde a década de 60. Projeta um novo futuro para o clube, priorizando a base e investindo na volta da sede social. O candidato a presidente azulino conversou com a reportagem do Bola sobre os planos para o biênio 2013/14.

Qual é a sua relação com o Clube do Remo?

Meu pai era remista, foi remador, inclusive doamos barco para o clube que tem o nome dele. Toda minha família é remista. Vim trabalhar aqui por causa do meu grande amigo Ubirajara Salgado, na época do grande Rainero Maroja, na década de 60.

É a primeira vez concorrendo numa eleição majoritária no clube?

Eu já fui candidato dentro do Clube do Remo, mas nunca à presidente, sempre trabalhei na parte amadora durante muitos anos. E agora eu penso em trazer novamente aquela tradição dos jogadores regionais e prepará-los para o time principal. Eu quero trabalhar também com um CT, este é o meu sonho e construir para o clube, caso seja presidente, ou não. Quero trabalhar com esse objetivo.

O que fazer para alavancar o nome do Remo?

Eu não quero apenas um time com aquelas 10 ou 12 mil pessoas que vão a campo. Quero transformar o Remo numa grandeza proporcional ao meu estado. Temos que ter uma torcida com limites no Amazonas, no Amapá e no Maranhão, isso é o Pará e é isso Clube do Remo. Em todos os municípios temos torcedores, não podemos ficar só na capital, é inadmissível uma agremiação como a nossa ficar só aqui na capital. O Pará é grande e o Remo também.

Dívidas trabalhistas, como tratá-las?

Eu já visitei o conselho fiscal do clube e vamos ter uma reunião antes da saída do presidente para mostrar o quadro do clube. Eu não sei exatamente quanto é o valor, mas isso é uma somatória de dívidas que o clube não pode contrair. Quero compor um setor especializado em área de finanças e já tenho alguns nomes. São pessoas especializadas no assunto, inclusive alguns bancários. Algumas vagas faltam preencher, mas a maioria já foi ocupada. Pensamos que essa atitude será benéfica para evitar o crescimento demasiado dessas dívidas que impedem o nosso avanço.

E a relação entre comissão técnica e a grande quantidade de jogadores contratados?

Todos os jogadores contratados pelo departamento de futebol eu terei conhecimento. Valores, salários, tempos de serviço, tempo de trabalho, idade... Não posso ter um time tão envelhecido como o atual, de qualidade duvidosa. Antigamente o time tinha um plantel permanente e os jovens tinham facilidade de entrar nele. Hoje eles que têm que resolver a situação, como foi Betinho, Jhonnatan, Reis, mas na realidade não é assim. Cada ano muda o time, o nosso torcedor não sabe de um time como eu sei do meu tempo. Hoje você tem que saber quem é, de onde vem e quem indicou. O conjunto vem da repetição do mesmo time, não um time a cada jogo.

O Remo tem perdido muitos jogadores da base...

O Remo tem que fazer um grande trabalho com esses garotos, desde que tenha a escolinha de futebol com bons professores, num trabalho contínuo e inteligente para aproveitar aquele jogador. O Remo tem que fazer o jogador humilde, da nossa terra e que daqui saia para os grandes centros, e não o inverso, como tem acontecido. Jogador em fim de carreira não pode vir para cá.

Você é a favor das eleições diretas no clube?

Eu sou totalmente a favor da mudança. Eu acho que todo clube grande tem que deixar a torcida votar o seu presidente preferido. Isso é um voto, um direito, a democracia dentro do esporte, e futebol só pode ser melhor se houver democracia.

E quanto a questão da sede social, o que fazer para retornar a vida social do clube?

Em 1976 eu criei os primeiros sócios do futebol para o Remo. Eu tenho uma carteirinha da minha filha, que foi a primeira sócia em 1976. As fotos eram de polaroide. Nós temos uma sede cercada pelas melhores avenidas da cidade. Como não podemos movimentar isso numa região cheia de grandes edifícios, alto poder aquisitivo? Como podemos viver numa penúria eterna? Temos um parque náutico. Você tem que saber explorar os benefícios para os atletas e para os associados. O nosso time só pode ser grande se tiver grande vida dos associados. Nós temos uma sede e não temos capacidade de torná-la ativa para ele. Eu tenho umas ideias e espero mudar isso.

(Diário do Pará)

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