Isnário Reis Silva Moraes. Este é o nome completo do meia Reis, 19 anos, atleta revelado pelas divisões de base do Clube do Remo, que começou a aparecer para o torcedor azulino durante os jogos do Campeonato Paraense 2012.
Após a eliminação do Leão da 4ª Divisão, Reis foi negociado com o Atlético-GO, clube que disputa a Série A do Campeonato Brasileiro.
Para contar um pouco desta nova experiência que pode ser a grande oportunidade da vida do jovem jogador, a reportagem do DOL entrevistou Reis. Acompanhe.
DOL: Como estão sendo esses primeiros dias no Atlético-GO?
Reis: Primeiramente eu quero agradecer a Deus por estar aqui. Eu tive uma boa recepção, estou sendo muito bem tratado e tendo o meu futebol reconhecido. Infelizmente eu me machuquei logo no primeiro treino, mas estou fazendo o trabalho de fisioterapia e devo voltar logo a campo para buscar o meu espaço.
Quais as suas expectativas nesta nova oportunidade para a tua carreira?
A expectativa é muito boa. Eu vim para cá para ser titular e não para ser reserva. Eu respeito o treinador e os meus companheiros aqui. Eu não vou passar por cima de ninguém, mas vou batalhar e me esforçar muito para me destacar.
Qual diferença do Remo para o Atlético-GO?
Aqui é tudo diferente. Eles têm um bom planejamento, muita estrutura para os jogadores trabalharem, e o principal, valorizam os seus jogadores. Eu passei por várias dificuldades no Remo. Nunca fui reconhecido por ninguém, a diretoria nunca me procurou para fazer um bom contrato. Isso me deixa chateado, por ter sido criado aí (no Remo) e não ter recebido a consideração que eu merecia. Mas isso é passado e agora eu quero viver o presente.
O que você acha da atenção que o Remo dispensa às divisões de base?
O Remo poderia investir muito mais na base. Aqui (no Atlético-GO) os jogadores da base são tratados de forma diferente, são valorizados e recebem bons salários e tem boa estrutura para se desenvolverem. No Remo, muitos técnicos passam e não dão oportunidade para os atletas da base. Isso tem muito a ver com a falta de reconhecimento da diretoria.
Mas eu queria agradecer aos meus professores Luis Paulo e Tindó, que me revelaram para o futebol aí no Remo. A gente treinava em campo sem estrutura nenhuma, mas conseguimos fazer um bom trabalho. Se tivesse mais incentivo à base, ia ser muito melhor.
Qual recado você manda para a torcida do Remo?
Jogar em um time que tem a torcida de massas como o Remo é muito gratificante. Eu só tenho a agradecer a todos, mesmo sabendo que alguns não confiavam no meu trabalho e jogavam muito a responsabilidade para cima dos garotos da base. Eu espero voltar ao Remo com mais moral, sendo mais valorizado pela torcida e pelos dirigentes. Sempre converso sobre isso com o meu irmão (o meia Betinho), nós ainda vamos voltar muito bem para o clube que nos lançou.
(Felipe Melo/DOL)
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