Depois das declarações polêmicas do atacante Mendes, sobre os motivos que o teriam forçado a ingressar com uma ação indenizatória na justiça trabalhista, o Clube do Remo, aos poucos, vai montando sua estratégia de defesa. Desde ontem foi publicado um aviso convocando o atleta a comparecer imediatamente ao Baenão, sob pena de abandono do emprego.
De acordo com o vice-presidente jurídico, Ronaldo Passarinho, a medida vem como forma de resguardar o clube, diante das exigências feitas pelo atleta antes de deixar a capital, alegando ter sido desprezado pela diretoria do Remo, com o pretexto de negociar a rescisão de contrato de maneira amigável. Mendes viajou para Salvador e acionou a justiça, tendo inclusive a data da audiência já marcada para o próximo dia 3 de outubro, na 13ª vara do trabalho.
“Ele (Mendes) tem que se apresentar no local de trabalho. Ele está exigindo do Remo o salário de outubro, sendo que este nem começou, então, se não começou ele tem que trabalhar, ora”, explica Ronaldo Passarinho. Ao todo, a ação ajuizada pelo atleta pede R$ 103.386,67.
De saída, dupla não deixa saudade
Ontem foi a vez de Alceu e Andrezinho finalmente deixarem o barco azulino. Como prometeu há dias, o presidente do Remo, Sérgio Cabeça, conseguiu o dinheiro suficiente para negociar a rescisão de contrato dos atletas e, com isso, pôde seguir adiante na pretensão de evitar dívidas na justiça trabalhista.
Desde que foram prometidos, os jogadores vinham se revezando numa verdadeira vigília na sede social. A cada dia alguns jogadores deixavam a Toca do Leão rumo à sede. Na quinta, Edinho, Alceu, Andrezinho e André foram atrás do presidente, mas sem sucesso. De acordo com a diretoria, os dois liberados assinaram um acordo amigável e ainda vão deixar o clube com uma quantia financeira, não revelada.
“Conseguimos fechar com mais esses dois jogadores. Aos poucos estamos encerrando da melhor forma possível o contrato com eles. O Andrezinho e o Alceu fecharam conosco e levam uma quantia em dinheiro. Assim que estamos tentando fazer com todos que ainda permanecem nos quadros do Clube do Remo”, detalha Albani Pontes, diretor de futebol.
Com as dispensas em andamento, o Baenão deve entrar em recesso. “Se fecharmos todas as rescisões com sucesso, vamos ver o nosso elenco da base, e depois conceder férias de 30 dias. Só depois voltaremos para organizar o nosso futebol”, encerra o diretor.
(Diário do Pará)
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