No início da temporada de 2012, para reduzir custos, a diretoria do Paysandu não montou uma equipe experiente no Campeonato Paraense. A ideia era valorizar a categoria de base e revelar bons frutos para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série C. Como consequência, esperava-se os recursos de possíveis negociações de jogadores para amenizar a dívida com a Justiça do Trabalho. A diretoria tinha também a intenção de formar uma espinha dorsal, uma equipe base, para evitar uma enxurrada de contratações e onerar a folha salarial do clube, respeitando o limite de estipulado: R$ 300 mil.
Assim que acabou o campeonato estadual, nomes como Paulo Rafael, Yago Pikachu, Thiago Costa, Pablo, Neto, Billy, Djalma e Bartola tiveram destaque e ganharam espaço no elenco profissional do Paysandu. Além deles, a diretoria bicolor também contratou o meio-campista Lineker, 20 anos, revelação do paysandu que estava jogando na Tuna Luso Brasileira. No entanto, a costumeira farra de contratações aconteceu mais uma vez e muitos deles acabaram escondidos.
Para o atual técnico Lecheva, a utilização desses jogadores mais jovens é uma questão particular de cada treinador. “Cada treinador tem uma maneira de trabalhar. O Roberval Davino tinha a dele, o Givanildo outra, o Nad, que começou, tinha outra também. Só que eu só posso falar por mim, e a base do time na Copa do Brasil e no Campeonato Paraense era de jogadores da casa”, diz Lecheva.
Segundo o treinador, em seu trabalho, o momento vai pesar para as escolhas. “Aquele que estiver melhor, independente da onde veio, da onde é, vai estar jogando”, finaliza.
(Diário do Pará)
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