Apesar de tantas trapalhadas da diretoria bicolor no decorrer da última semana, pelo menos, os associados e conselheiros do Paysandu estão determinados a renovar o clube. Na noite da última quinta-feira, em reunião da Assembleia Geral, foi finalizado o novo estatuto diretivo do Paysandu. A maior mudança foi à confirmação de eleições diretas para presidente e também para a formação do Conselho Deliberativo.
Após a discussão sobre os 100 artigos que definiram o novo estatuto bicolor, a satisfação entre sócios, beneméritos e grande beneméritos é praticamente unânime. Segundo o ex-presidente e benemérito Rui Sales, 62 anos, o fato de os associados, conselheiros, beneméritos e grandes beneméritos terem se unido para democratizar o Paysandu foi o maior feito que o clube realizou em toda a sua quase centenária história de conquistas e glórias. “Foi um marco para o clube e uma das grandes emoções da minha vida”, revela Rui Sales, emocionado.
Para o ex-presidente alviazul, a possibilidade de qualquer sócio que estiver em dia com o Papão poder se candidatar a ser conselheiro do clube – aliás, este setor também sofreu reforma, passando de 120 para 75 conselheiros. “A melhor coisa que poderia acontecer foi a eleição nominal para o Conselho Deliberativo. Agora, o sócio que tinha o sonho de ser conselheiro do clube pode se candidatar e pleitear umas das 75 vagas, sendo 50 como efetivo e 25 suplente”, explica Sales. “Outra mudança importante é que todos terão que pagar a mensalidade do clube. Eu, como benemérito, estava isento, mas agora terei que contribuir, assim como conselheiros e grandes beneméritos também”, completa. “Hoje o Paysandu tem dono e são os seus sócios”, finaliza Sales.
Os torcedores também aprovaram a mudança. Para o advogado Paulo Freitas, 27 anos, o Paysandu deu um passo importante no caminho de sua reestruturação e profissionalização. “Agora, eu posso dizer que o meu clube é um dos poucos do Brasil que é democrático e respeita o código civil. Foi um passo importante para a renovação do clube, de atrair mais sócios e ter maior transparência eletiva e fiscal”, analisa o advogado.
(Diário do Pará)
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