“Todos têm um respeito por mim como líder que sou hoje dentro da equipe e, ao mesmo tempo, sabem também diferenciar o amigo que sou deles”, garante Ricardo Lecheva, de novo ostentando a condição de treinador do Paysandu, comentando à respeito da relação com os jogadores do atual time bicolor. Estando no Curuzu desde sua aposentadoria do mundo da bola, em 2009, o ex-apoiador Campeão dos Campeões, Lecheva, hoje, vive o outro lado da moeda. A cada dia parece ganhar mais confiança na nova função.
“Um dos fatores principais é o dialogo mais aberto que tenho com os atletas. Parei de jogar recentemente, então, mantenho vinculo de amizades com muitos ainda. Mas, graças a Deus, isso nunca foi misturado: todos sabem diferenciar de quando estou no comando e quando sou o amigo”, assegura. Mas, viver o outro lado da moeda não é um privilégio apenas do atual treinador bicolor. O atual momento de Lecheva lembra outros ex-bicolores que também assumiram a equipe.
Não muito longe, no ano de 2010, Charles Guerreiro comandou o Papão na conquista do Campeonato Paraense. Ex-jogador cria da casa, Guerreiro também conseguiu conquistar título como técnico e jogador. Privilegio que Lecheva vai atrás esse ano com a busca do título da série C. “Eu tenho experiência e conhecimento para fazer o Paysandu ser campeão”, confia. Caso alcance o feito, ao lado de Charles, será um dos poucos ex-jogadores do Papão com sucesso nas duas funções.
Edson Boaro foi ídolo com a camisa listrada em 1992, mas quando passou para o outro lado, não repetiu o sucesso, com uma passagem rápida pelo comando técnico do time em 2008, sem nenhum título e sendo demitido após uma derrota por 3 a 1 para o Ananindeua, em plena Curuzu, no Parazão daquele ano. O nome de Nad também pode ser incluído nessa história. Foi jogador nos 90, porém, como técnico efetivo em 2012, pouco fez no estadual e acabou substituído pelo próprio Lecheva.
Assumindo o comando do Papão pela terceira vez somente este ano o ex-volante Campeão dos Campões, agora, parece que não será apenas mais um “tapa-buraco”. Restando apenas mais quatro jogos na primeira fase, ele é a cartada final da diretoria. Será que santo, com origem na casa, faz milagre? A nação bicolor espera que sim...
(Diário do Pará)
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