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ESPORTE PARÁ

Águia entre erros e acertos

A vida começa aos trinta. Para muitos essa frase é uma certeza de que coisas boas estão por vir. Para outros, um sentimento de que a vida está passando depressa e ainda nem aproveitaram nem um terço do que ela pode oferecer. Para o Águia de Marabá, que ne

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A vida começa aos trinta. Para muitos essa frase é uma certeza de que coisas boas estão por vir. Para outros, um sentimento de que a vida está passando depressa e ainda nem aproveitaram nem um terço do que ela pode oferecer. Para o Águia de Marabá, que neste ano de 2012 completou 30 anos de existência, definir bem qual das duas situações se encontra ainda parece ser uma incógnita.

Fundado em 1982, o time se tornou profissional em 1999. E apesar de ainda não ter um título oficial (foi campeão do primeiro turno do Campeonato Paraense de 2008 e campeão do segundo turno de 2010), o Águia já mostrou que quer alçar voos mais altos. Em 2002, venceu Copa Pará/Maranhão/Tocantins. Fez uma ótima campanha no Campeonato Paraense, atuou na Copa do Brasil de 2009 e está atualmente no Campeonato Brasileiro da Série C.

Mostrando que é capaz de revelar seus próprios talentos, o Azulão exportou o atacante Aleilson, que foi destaque em 2008 no Campeonato Paraense. Aleilson jogou no Flamengo, no Olaria (RJ) e no Bahia. O time marabaense deixou de ser só mais um na multidão há algum tempo.

Apesar de fatores positivos, o Águia parece não acompanhar sua própria evolução. Dos sete jogadores naturais de Marabá que atuavam em 2008, apenas dois hoje compõe o time oficial. Não existem categorias de base como Sub-17 e Sub-20. Não possui centro de treinamento e nem estádio oficial (apesar de considerar o Zinho Oliveira sua casa, o Estádio na verdade é do município). Ou seja, para um jovem de trinta anos, o Azulão ainda está devendo e precisa amadurecer rapidamente antes que seu legado termine, e sem festa de aniversário.

Já tem local para o CT. O que falta?

Mas o que o Azulão está fazendo para não se tornar uma nuvem passageira e continuar crescendo no cenário do futebol brasileiro? Inácio Ferreira de Melo, diretor interino do Águia, conversou por telefone com a reportagem do BOLA e deu alguns detalhes. O problema, segundo ele, são os poucos recursos.” A nossa média de renda por jogo é em torno de R$ 42.000,00 e, desse valor, sobra R$ 28.000,00 para resolvermos muitas coisas”.

Inácio falou sobre a torina da equipe. “No momento, o Águia é desprovido de estádio próprio, treinamos no Zinho Oliveira. E às vezes alugamos o campo do Divino para poupar o gramado do Zinho. Diferente de Remo e Paysandu, o nosso clube tem uma torcida pequena e isso influencia muito, principalmente no lado financeiro”, afirma. “Já temos um terreno para construção de um Centro de Treinamento, mas se não houver incentivo principalmente dos poderes públicos, municipal e estadual, fica complicado”, enfatiza.

Sobre talentos locais e investimento em novos jogadores, Inácio comenta. “Algumas escolinhas que existem já tem contrato com outros clubes, como o Cruzeiro, por exemplo, e nós não temos acesso a elas. Mas nós estamos em busca desses talentos, acompanhamos as escolinhas de futebol da periferia e temos o intuito de ter a nossa própria escolinha. Esperamos que com a construção do novo estádio, possamos resolver isso”.

(Diário do Pará)

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