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Marciano também vai à Justiça contra o Remo

É um filme velho. Mas, ele não para de repetir: vem aí, novos problemas na Justiça do Trabalho para o Clube do Remo. Depois do atacante Mendes e do ex-superintendente Armando Bracali, outro conhecido do torcedor azulino está determinado a entrar na Justiç

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É um filme velho. Mas, ele não para de repetir: vem aí, novos problemas na Justiça do Trabalho para o Clube do Remo. Depois do atacante Mendes e do ex-superintendente Armando Bracali, outro conhecido do torcedor azulino está determinado a entrar na Justiça do Trabalho para conseguir seus direitos antes do final desse mês. Trata-se do atacante Marciano.

Contratado no final de 2011 como status de reforço de peso, Marciano não rendeu o esperado no Campeonato Paraense e teve uma saída conturbada do clube, já no final de maio desse ano. Após o fracasso do time no campeonato estadual, o jogador ficou sabendo da sua demissão primeiramente pela imprensa em um anúncio do próprio presidente do Remo, Sérgio Cabeça. Mesmo assim, na ocasião, segundo o atleta, foi feio “um acordo bom para os dois lados”.

Entretanto, ainda segundo ele, os cheques do acordo eram, na verdade, sem fundos. Sem receber nenhuma satisfação por parte da diretoria, o atacante não teve outra saída. Agora, o ex-azulino diz que “irá cobrar todos seus diretos na justiça”. “Tive uma saída muito chata do clube, que foi através da imprensa. Mesmo assim, fizemos um bom acordo. Mas, eles (diretores) não cumpriram. Agora, vou pedir um valor, no mínimo, cinco vezes (maior) do que foi acertado na minha saída daí”, conta Marciano, por telefone ao Bola, sem revelar o valor exato. Segundo informações não oficiais, o salário do jogador na época era um dos mais altos do plantel, em torno de R$ 15 mil.

Graduado em Direito, o atual jogador do Salgueiro se diz muito chateado com a cartolagem azulina. “Os caras (diretores) sabem que eu sou formado em Direito e, mesmo assim, deixam isso acontecer. É muito amadorismo. É muito brincar de fazer futebol. A torcida do Remo não merece a diretoria que tem”, criticou. De promessa de gols, o Interplanetário passa a ser mais uma pedra no sapato do Leão.

OUTRO LADO

A reportagem entrou em contato com a diretoria do clube. O diretor de futebol, Albany Pontes, disse “não ter conhecimento do caso Marciano” e se limitou apenas a informar que o caso estava sendo tratado direto com a presidência. Também em contato com nossa equipe, o próprio presidente Sérgio Cabeça, foi vazio. Afirmou apenas que “foi feito um acordo com o atleta e que está sedo cumprindo devagar”.

Marciano não é o primeiro candidato a ídolo da última década no Baenão que passa por problemas na justiça. Antes dele, já existiam o goleiro Adriano, o atacante Fábio Oliveira e o zagueiro Diego Barros. Todos, assim como Marciano, com históricos de simpatia com o torcedor. A pergunta que fica é: até quando situações como essa se repetirão em uma instituição tradicional?

(Diário do Pará)

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