A intenção de vencer o Treze é mais do que unânime, disso não há menor dúvida. Entretanto, a inspiração para tal missão não brota somente dos treinos e positividade dos jogadores, muitos lembram de um detalhe, que, mesmo sem vencer o último jogo, contra o Águia, o time bicolor teve uma bela atuação na primeira etapa, quando saiu na frente dos donos da casa, atacou, criou diversas chances reais e mantiveram domínio de bola, mas permitiram o empate nos 45 minutos finais.
“Tem que se espelhar no primeiro tempo que jogamos lá em Marabá e até mesmo contra o Fortaleza, que fizemos um bom tempo, mas no segundo o nosso time caiu de produção. Vamos trabalhar nesse sentido, mas buscando o ataque nos dois tempos. O time tem criado muitas oportunidades de gol, mas agora a bola tem que entrar. Sem desculpa de bola na trave, campo ruim, tempo ruim. Qualquer chance é chance”, comenta o lateral Yago Pikachu.
A responsabilidade de mudar o retrospecto não recai somente sobre a linha de frente, mas até mesmo o goleiro João Ricardo tem pra si o tamanho do compromisso de logo mais. “Como goleiro, a gente observa o time de trás, isso ajuda muito a orientar e ter uma boa visão. Nos treinos, os gols podem acontecer, mas tenho certeza que na hora do jogo vai ser diferente”, garante o novo camisa 1 do bicola.
Nem mesmo a afirmativa do técnico rival, Marcelo Vilar, de que conhece o esquema de jogo do Paysandu, tem tirado a concentração do plantel, pelo contrário, demonstra a necessidade de evolução em campo. “Ele fala o que quiser, vamos mostrar pra ele dentro de campo. Vamos ver quem é quem e o nosso time tá preparado para jogar e trazer os três pontos”, diz Pikachu.
Mais uma vez, PSC é punido no STJD
O Paysandu, a exemplo do Clube do Remo pagou caro pelo mau comportamento de alguns “torcedores”, que resolveram promover uma chuva de objetivos no gramado do Mangueirão, no jogo contra o Guarany de Sobral, por ocasião da 11ª rodada da Série C. O árbitro maranhense Mayron Novais relatou na súmula o arremesso de latas e garrafas desferidas pela torcida, e, ontem, durante o julgamento na sede do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, foi definida a multa de dois mandos de campo, mais R$ 1 mil, a ser cumprida ainda este ano.
O caso aconteceu, de acordo com o árbitro, aos 22 minutos do segundo tempo, no momento em que o atacante Rafael Oliveira foi substituído. Neste instante, vários objetos foram arremessados em sua direção. Como se não bastasse, diante do resultado de 1 a 1, ao final do jogo outra leva de objetos foi vista em direção ao time.
A punição representa um duro golpe nas pretensões bicolores, haja vista que essa é a segunda pena, somente na Série C. A primeira aconteceu após um empate na 9ª rodada, contra o Icasa (CE), mas o clube alviceleste conseguiu um efeito suspensivo e voltou a mandar seus jogos em Belém. Agora, devido mais um empate em campo e outra chuva de objetos arremessados, novamente não houve acordo e o Paysandu foi punido. Resumindo: o time, que volta a jogar em casa somente no dia 20, contra o Salgueiro, caso não consiga um novo efeito suspensivo, deverá mandar seu jogo há, no mínimo, 100 quilômetros de distância da capital.
(Diário do Pará)
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