Em menos de uma semana, três jogadores foram anunciados como os salvadores da pátria do Paysandu, mas ao final das contas, nenhum chegou a vestir, de fato, a camisa azul celeste. E mesmo depois dos recentes deslizes, a procura por um artilheiro continua, principalmente com os retrospectos que tem em mãos: em 14 jogos, foram 16 gols marcados, média de 1,2 por jogo. E mais: quem deveria marcar esses gols, até agora não deslanchou, justamente o ataque.
Na competição nacional, Kiros e Rafael Oliveira foram incumbidos da missão de fazer gols. Após perder uma tonelada de gols, Rafael Oliveira chegou ao cúmulo de ser ovacionado com latas, garrafas e copos descartáveis, no jogo contra o Guarany de Sobral, fato que deu ao Papão uma multa do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
Já na gestão de Roberval Davino, o “craque” da vez foi Pantico (31), vindo do Metropolitano. Um fato chamou até a atenção. No ano de 2009, o atacante defendia o Icasa, o mesmo que tirou o acesso do Paysandu à Série B do ano seguinte. Depois de três jogos e apenas um gol, Pantico foi premiado com o bilhete azul e deixou a Curuzu.
Por fim, como a vaga de homem gol estava aberta, Moisés foi referendado pelo próprio presidente do clube. Luiz Omar Pinheiro. O jogador já pertenceu ao Papão e guarda boas lembranças da primeira passagem pelo clube, em 2010, mas no último jogo, contra o Águia, foi responsável por um das chances de gol mais perdidas do ano. A torcida ainda sonhou, por pouco tempo, com Índio, o meia Marcelinho Paraíba e Fausto, vulgo “Chuck Norris”, mas todos esbarraram no limite de transferências e não puderam atuar pelo Papão.
Quanto mais o tempo passa, menores são as chances de encontrar um jogador disposto a tirar do torcedor o grito de gol e a consequente vaga na Série B, entalada há seis anos.
Entre a torcida, o reflexo da desconfiança já começa a atingir os mais esperançosos e o resultado pode ser visto nos jogos. A média do Paysandu caiu e na partida contra o Santa Cruz, no Mangueirão, apenas 5 mil torcedores pagaram para ver um empate sem gols. A explicação para tal fase, ao ser questionada com qualquer torcedor mais atento, na grande maioria das vezes passa por um conjunto de ações precipitadas e má qualidade dos atacantes.
“Eu acredito que em uns 70% dos casos, o que existe é uma falta de critério nas contratações. As vezes muitos jogadores chegam no clube só pra ganhar dinheiro e não rendem o esperado. Ai a torcida pega no pé dele, da diretoria e o cara vai embora sem trazer nenhum benefício ao clube, isso deixa uma imagem muito negativa”, acredita o médico Júlio Montenegro, presença certa nos jogos do Papão e nas horas vagas blogueiro esportivo.
(Diário do Pará)
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