Jogar fora de Belém exatamente no dia do Círio não é algo comum. No maior evento religioso do Norte do Brasil, as famílias e os amigos se reúnem para saudar a protetora dos paraenses. Por outro lado, como nem tudo são flores, outra família, a bicolor, viaja mais de 500 km de distância atrás de um objetivo, vencer e firmar a classificação para as oitavas de finais.
As vésperas de entrar na série dos últimos três jogos pela fase de grupos, o Paysandu tem ainda que dar atenção aos famosos tabus, que essa semana insistiram em testar a paciência dos bicolores. O último a ser lembrado foi o fato do Papão nunca ter vencido uma partida no dia do Círio, e para completar, jogando fora de casa. Mas na maioria dos casos, os atletas preferem seguir as dicas do técnico Lecheva.
“Olha, independente do que aconteceu para trás, é lógico que os números permanecem, a gente não está muito ligado nisso, não. O Lecheva sempre fala, ‘coincidência boa a gente guarda, ruim a gente esquece’. Estamos bem tranquilos, pensando na vitória, e o que passou, passou! Até porque eram outros jogadores, não tem nada a ver. Então, já que estamos quebrando tabu, vamos quebrar mais esse”, desconversa o meia Harison.
Já em relação a santinha, pelo menos no quesito fé, os jogadores já fizeram os seus pedidos. “Espero que ela possa abençoar todos nós a fazer um grande jogo, uma boa viagem, sei que ela é Paysandu, como eu, e ao final todos vamos agradecer muito. Fiquei muito triste em saber que jogaria no Círio, mas é minha profissão e hoje tenho muito respeito por ela”, completa o volante Vanderson.
De novo, clube consegue efeito suspensivo
Dentre os vários problemas que surgiram na Curuzu nos últimos dias, aos poucos a maioria vai ganhando um final inverso ao esperado. Novamente na pauta do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o Paysandu entrou com pedido de suspensão da pena imposta depois do jogo contra o Guarany de Sobral, na 11ª rodada da Série C, e assim garantir mais um efeito suspensivo, até o julgamento final do mérito, no próximo dia 25, pelo pleno do STJD.
Partindo deste princípio, o advogado contratado pelo clube entrou com um novo pedido direto na presidência tribunal, haja vista que a CBF já tinha decretado a mudança de local da partida contra o Salgueiro, no dia 21 de outubro, para ser disputada em Paragominas, e o pleno da corte só reunirá no dia 25 deste mês.
No final da tarde de ontem veio a novidade, o Paysandu vai poder jogar contra o time pernambucano no Mangueirão. A defesa sustentada pelo clube paraense apresentou várias fotos feitas no dia do jogo contra o Guarany, no qual a continham a mostra várias faixas e cartazes alertando a torcida para não arremessar objetos no gramado.
A notícia, até então, pouco aguardada pelos jogadores, surtiu da melhor maneira possível. Após o treino tático das 16 horas, alguns jogadores já demonstravam preocupação em jogar no município de Paragominas, a mais de 300 km da capital, e, principalmente, da possibilidade de não ver o estádio lotado com o apoio da fiel bicolor.
“Existe uma diferença muito grande, porque não estamos treinando e jogando todos os dias nesse estádio. É meio complicado chegar e jogar, apesar de ser um gramado muito bom. Já tivemos oportunidade de fazer amistoso lá, mas é lógico que a gente prefere o Mangueirão ou a Curuzu, que está com um gramado excelente. Independente de lugar, nós vamos lutar para construir a nossa vitória. Todas essas dificuldades a gente precisa passar por cima”, avalia o meia Harison.
(Diário do Pará)
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