O que se temia aconteceu. Ontem, novamente julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, o Clube do Remo teve punição agravada com mais dois mandos de campos perdidos em virtude do relato em súmula de arremessos de sandálias, um rolo de papel higiênico e uma pedra em direção a equipe do Náutico (RR), ao final da partida do dia 12 de agosto, pela Série D. O jogo foi no estádio Baenão.
No dia 5 de setembro, o Remo foi julgado pela Terceira Comissão Disciplinar, com base no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), acusado de “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir o lançamento de objetos no campo” e acabou multado em R$200. Mas, depois do pedido da Procuradoria em revisar o processo, o Leão acabou vendo a sua pena aumentada.
A Procuradoria, considerando o fato grave inseriu o agravante que diz: “quando a desordem, invasão ou lançamento de objeto for de elevada gravidade ou causar prejuízo ao andamento do evento desportivo, a entidade de prática poderá ser punida com a perda do mando de campo de uma a dez partidas”. O Leão é reincidente no STJD. Na semana passada, a agremiação já havia sofrido uma punição de R$ 5 mil e mais a perda de quatro mandos de campo em competições nacionais também em virtude do mau comportamento da torcida azulina, dessa vez, no final do jogo contra o Mixto (MT), dia 9 de setembro.
Somado as duas penas, o Filho da Glória e do Triunfo irá ter que cumprir seis jogos longe de casa. Como já foi eliminado do Brasileiro, a punição irá acontecer somente na próxima competição nacional em que o clube participar. Até o momento, o Leão só tem a Copa do Brasil para disputar, pois precisa ganhar o Parazão 2013 para entrar na quarta divisão. A defesa do Leão, feita pelo advogado Osvaldo Sestário manifestou-se que irá recorrer.
Sérgio Cabeça resolveu aparecer
Com o Clube do Remo sem atividades e a Toca do Leão totalmente fechada, são os bastidores da agremiação que fervilham. O foco das atenções são as eleições em dezembro que definirão o presidente dos próximos dois anos. O impasse da relação dos candidatos faz com os planos para o departamento de futebol em 2013 fiquem emperrados, uma vez que, até o momento, somente o benemérito Roberto Macedo formalizou chapa.
Nos últimos dias, corria boatos que Sérgio Cabeça iria confirma sua candidatura a reeleição. Porém, após dias de mistérios, Cabeça resolver dar as caras e revelar que ainda não decidiu à respeito de uma nova tentativa para comandar o Filho da Glória e do Triunfo. Em entrevista a Rádio Clube do Pará, Cabeça expôs que “ainda possui muitos compromissos a serem sanados para pensar em uma reeleição”. Segundo o presidente, as questões financeiras são os maiores problemas a serem resolvidos. Além do depósito mensal para a Justiça do Trabalho, o Leão ainda terá que lidar com novas causas de situações mal resolvidas com jogadores do elenco de 2012: alguns ainda guardam uma posição da diretoria azulina; outros, casos de Mendes, Ávalos, Marciano, Wellington e Flávio Lopes, já acionaram a Justiça.
“Ainda não é o momento para se falar isso, não tomei essa decisão porque tenho muita coisa para fazer no Remo. Muitos compromissos precisam ser sanados. Por exemplo: até amanhã (hoje) tenho que pagar R$ 80 mil para a justiça trabalhista”, contou Sérgio Cabeça. Em determinado momento da entrevista, Cabeça demonstrou surpreendente irritação ao comentar sobre a fracassada temporada. “Você sabe que eu ainda estou muito estarrecido porque não conseguir ser campeão Brasileiro. Fizemos sacrifícios e estava tudo em dia. Se não fosse a presidência, nem a Série D iríamos disputar. Muita gente fala mal da diretoria, mas esquece isso. Nós perdemos para comissão técnica e jogadores”, desabafou.
(Diário do Pará)
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