Depois de uma semana intensa de trabalhos, o Paysandu finalmente realizou o seu treino coletivo para definir a equipe que viaja até Cuiabá para enfrentar o time local, neste domingo. Após uma hora de futebol, o técnico Lecheva ficou atento à movimentação dos jogadores, toque e manutenção de bola, priorizando, ao final, novamente a parte das finalizações, entre pênaltis e cobranças de falta.
À princípio, o treinador do bicola escalou a mesma base que vem mantendo seus treinos, e no decorrer fez algumas trocas. Djalma foi para a lateral direita, no lugar de Leandrinho; Pablo ficou na vaga do zagueiro Marcus Vinícius; Leandrinho subiu para a posição de volante, no lugar de Vanderson e Rafael Oliveira substituiu Kiros o ataque, ao lado de Thiago Potiguar.
Apesar do resultado desfavorável aos titulares, que perderam por 2 a 1 para os reservas, com gol de Alex Gaibú para o time principal e Junior Maranhão e Lineker para o time de baixo. O coletivo, de acordo com o técnico, conseguiu agregar todas as funções programadas pela comissão, inclusive o lado psicológico dos atletas, uma das grandes prioridades do técnico Lecheva.
“Acho que o ambiente de trabalho favorece muito, e em todos os sentidos. É muito importante para que o resultado evolua. E nós tentamos mudar isso dando um pouco mais de liberdade, alegria e delimitando bem a hora de trabalhar com brincadeira. Também fizemos nossa confraternização na semana passada e outra agora. Tudo isso é importante nesse momento e agregar o plantel é fundamental”, avalia o técnico bicolor.
Ao final, os goleiros João Ricardo e Rubens fizeram uma seção de penalidades e cobranças de falta, como tem ocorrido durante a semana, tudo para manter o nível do jogo contra o Treze, que marcou o resurgimento do time entre os favoritos para a classificação às oitavas de finais.
O comandante passa muita firmeza
A base do time titular do Paysandu é a mesma que vinha sendo trabalhada no decorrer da semana pelo técnico Lecheva. O coletivo de ontem a tarde serviria apenas para confirmar as especulações, o que aconteceu de fato. No entanto, certeza do técnico não foi transmitida integralmente e até as vésperas da partida, Lecheva deve segurar para provocar ao menos uma dúvida no adversário, que adotou a mesma tática para surpreender o time paraense.
Com a suspensão de Yago Pikachu, o nome imediato para a vaga foi o de Leandrinho. O jogador passou a fazer a ala direita bicolor, mesmo sem ser efetivo na posição, e por fora corria o nome de Djalma. Atento a isso, o técnico Lecheva, entre as mudanças no coletivo, aproveitou para sanar todas as dúvidas e confirmou a entrada de Leandrinho, na opinião do técnico, mais íntimo dentro do objetivo da partida.
“O Leandrinho participou normalmente, como se jogasse a vida toda na direita. Não é invenção, ele atuou por vários anos nessa posição e tem um bom desempenho. Só readaptamos ali naquela situação porque já tinha adiantado um tempo atrás, que ele poderia jogar ali. Ele treinou muito bem, depois colocamos o Djalma, que é um cara bem experiente, mas o Leandrinho deve começar a jogar”, sacramentou o técnico.
No mais, Lecheva prosseguiu com suas análises, mas ao ser perguntando sobre a escalação coreta, preferiu manter a discrição e garantir apenas o óbvio, com as peças tem em mãos. “O time está definido, para mim sim. Caso não haja alguma surpresa, só temos alguns cuidados com jogadores, como o Marcus Vinícius, Fábio Sanches, Rafael Oliveira, Kiros. Só devo ter esse cuidado, mas se não houver nenhuma surpresa, a equipe está definida”, encerra o técnico, lembrando ainda sobre o cuidado especial em cima dos jogadores poupados no decorrer da semana.
(Diário do Pará)
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