Fora o fato de precisar da vitória jogando contra uma equipe desesperada para sair da incômoda zona de rebaixamento, o Paysandu teve mais dois adversários de peso, o calor e o gramado. A tarde estava bonita, mas a temperatura girava facilmente na casa dos 38º com picos de 40º. A toda hora os jogadores paravam para beber água, e o desempenho de vários foi seriamente afetado.
“O campo, o clima aqui é muito quente. É muito quente, e a equipe deles está acostumada, mas o importante é que não saímos derrotados. O primeiro tempo não foi bom, mas no segundo conseguimos superar todos esses problemas pra empatar o jogo, que foi muito decisivo para o grupo”, comenta o zagueiro Fábio Sanches, ao ser questionado sobre as maiores dificuldades encontradas na partida de ontem.
Além dele, vários jogadores, incluindo o técnico Lecheva, reclamaram das condições naturais de temperatura e gramado, mas também usaram o discurso para demonstrar que o Paysandu não está livre de percorrer um caminho árduo, caso pretenda voltar à Série B em 2013. “O gramado, olhando de longe, parece bom, mas a bola quica muito e a dificuldade de dominar a bola é tremenda, prova disso foi o Rafael tentando dominar a bola, o Harison tava passando e ele perdeu alguns segundos cruciais que deixá-lo na cara do gol, além do forte calor, é claro”, disse o técnico do bicola.
O próprio Rafael Oliveira, ao deixar o gramado, fez o primeiro desabafo inteiramente voltado para as condições de o teste de fogo, que foi jogar na capital mato-grossense. “É muito quente, sentimos o campo um pouco duro, mas sabemos que as dificuldades sempre vão aparecer pra gente. O gramado não oferecia condições, mas fui criado em gramados ruins e nunca desistimos das jogadas, isso que importa”, encerra o atacante bicolor.
(Diário do Pará)
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