No Remo, o futebol profissional está parado. Não há previsão certa para iniciar as atividades, além disto, ainda há ações na Justiça do Trabalho para resolver. Diante de todos estes dilemas, o Clube do Remo começa a ver a solução dos seus problemas, novamente, em um único viés: os jogadores das categorias de base. Além de serem os únicos jogadores restantes para a construção de uma base da equipe de 2013, alguns dos oito garotos restantes podem ser emprestados para outras equipes e render dinheiro aos cofres azulinos para pagar, entre outras coisas, a recente sentença do caso Mendes, no valor de R$ 81 mil, que o departamento jurídico tenta baixar para R$ 40 mil.
Um deles é o atacante Jayme, de 19 anos, que, por enquanto, segue treinando no Sub-19 do Leão para disputar a Copa São Paulo em janeiro do ano que vem. Contudo, o Ananindeua, que atualmente disputa a segundinha e já está nas semifinais, demonstrou interesse em Jayme. A revelação foi feita por Ulysses Oliveira, diretor do departamento amador do Leão.
“O técnico do Ananindeua (Zé Carlos) estabeleceu um contato comigo querendo que ele (Jayme) participe da fase final do Parazão, a segundinha, como todos nos chamamos”, contou Ulysses. Entretanto, o diretor deixou claro que essa decisão está nas mãos do presidente Sérgio Cabeça. “Isso só quem irá decidir é o presidente Sérgio Cabeça. Só depois que conversar com ele é que vou ter como falar. Até agora só mesmo Ananindeua procurou o Jayme”, garantiu.
Mas, há quem se lembre que, no ano passado, na própria Copa São Paulo, o atacante foi um dos destaques do time azulino, inclusive, chamando atenção de diretores do Fluminense (RJ), que tentaram levá-lo para um período de testes. Logo depois dessa investida do time carioca, a diretoria azulina aumentou a multa rescisória do atleta para R$ 1 milhão. Tiago Cametá e Jhonnatan são exemplos de outros atletas que jogaram no profissional do Leão este ano e também já despertaram interesses de outros clubes. Até o momento, nenhuma negociação avança.
(Diário do Pará)
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