Acostumado a grandes decisões, grandes títulos e até mesmo grandes problemas no decorrer de sua carreira no Paysandu, o técnico Lecheva, tem em sua defesa um excelente retrospecto nesta Série C. Dos quatro jogos que comandou até aqui, foram nove gols, sendo dois empates, duas vitórias, incluindo aí a maior goleada do Papão neste certame, 5 a 1 em cima do Treze (PB), na 15ª rodada.Com essa credencial, e principalmente devido às circunstâncias que o fez assumir o barco bicolor - Após a saída dos técnicos Roberval Davino, na 6ª rodada; e Givanildo Oliveira, na 13ª -, não há no elenco quem não reconheça a importância do comandante na guinada das últimas rodadas, chegando a ser unânime a aprovação e vontade de permanecer sob a batuta do capitão. “Eu já tentei explicar, mas não consegui.
Porque é uma situação que, quando o Lecheva sai, o time cai de produção, começa a perder, as coisas não dão certo. E quando ele volta o time vai para frente, começa a ganhar e tudo muda. Ele é um cara do bem, dá oportunidade para todo mundo, um cara que tem moral. Já conseguiu títulos importantes para o clube. Esse fato é fundamental para ele ter esse sucesso que tem hoje”, enfatiza Vanderson.Visto como uma solução caseira, Lecheva conseguiu destaque em meio a técnicos vitoriosos não só no Paysandu, mas no futebol paraense. Então, qual é o segredo do sucesso? Se depender ao menos dos jogadores, não há nada o que esconder. “A única certeza dada até aqui chama-se trabalho. Com o Lecheva está dando muito certo e se Deus quiser vamos continuar assim. Assim como temos feito vários gols com a vinda dele, a defesa tem nos ajudado a não sofrer gols e aumentar a média”, completa o atacante Moisés.
TUDO PRONTO
Moisés considera que a fórmula do acesso está pronta no laboratório bicolorVamos subir, Papão! A missão Apesar de ter dito que a revanche era algo a ser deixada de lado, evitando assim qualquer sintoma precoce do temido “já ganhou”, ou parafraseando a torcida, do “Vamos subir, Papão!”, o atacante Moisés parece estar disposto a escrever um novo capítulo, diferente dos últimos anos em que o Paysandu tem lutado de todas as formas, mas acaba de maneira melancólica.Consciente do potencial ofensivo do ataque, a missão de domingo será especial, não pelo histórico dos confrontos, mas sim para honrar a moral do Clube de Suíço. “Está em jogo o nosso nome, a nossa família, a nossa classificação. Estamos trabalhando com o objetivo de subir o Paysandu. Não vamos mais deixar o time na Série C. Esse ano tem que subir de qualquer jeito e tem tudo, um elenco experiente, bons jogadores e vamos deixar o nosso nome na história”, garante Moisés.Agora, se for possível, é claro, quem não gostaria de deixar a sua marca num jogo importante? Mais ainda, com as chances de ser o último em casa este ano. “Eu não participei em 2010, mas se eu entrar, vou fazer o possível pra ajudar a equipe com um gol. Vou esperar a posição do professor Lecheva e pretendo ajudar os companheiros”, assegura.
(Diário do Pará)
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