O lateral esquerdo Aldivan, de passagens recentes por Remo e Paysandu, amanheceu nesta quinta-feira internado no Pronto-Socorro Municipal da 14 de Março. Exames ao longo do dia comprovaram que o atleta sofrera um Acidente Vascular Cerebral. Aldivan tinha ido à sede do Clube do Remo nesta quarta-feira para resolver pendências contratuais. Ao retornar, almoçou e dormiu. Quando acordou sentia forte tontura e dor-de-cabeça, chegando quase a desmaiar. Foi levado pela sua esposa Rosalete Soares ao Pronto-socorro. Chegando lá, foi atendido por um médico que o conheceu e telefonou para o Dr. Ricardo Ribeiro, chefe do departamento médico do Leão azul, que foi até o hospital para dar suporte ao atleta.
“No momento ele já não tem mais contrato conosco. Não é mais atleta do Remo, mas como um excelente profissional e pessoa que fez muitos amigos, fiz questão de vir ajudá-lo”, explicou o médico. Durante a manhã desta quinta-feira Aldivan recebeu a visita de diversos amigos como o diretor de futebol azulino Sérgio Chermont e o ex-jogador Vandick Lima, que o ajudaram a providenciar um leito para o atleta no Hospital da Beneficência Portuguesa, onde realizou novos exames ao longo do dia e permanece internado.
Segundo Rosele Soares, seu marido não tinha nenhum antecedente de problemas neurológicos e não indicava nenhum sintoma de problema. “Liguei para a família dele e a mãe me confirmou que ele sempre teve uma saúde boa. Foi a primeira vez na vida que ele realizou exames neurológicos”, ela disse.
Sequelas são uma possibilidade
Os exames de tomografia e ressonância magnética realizadas durante a tarde na Beneficência Portuguesa comprovaram o Acidente Vascular Cerebral. Segundo o dr. Ricardo Ribeiro, os exames apontaram uma obstrução de artéria do cérebro, o que levou à não irrigação sanguínea de parte do cérebro e ocasionou o AVC. “Os exames até o momento não indicaram hemorragia então, pelo menos a princípio, está descartada a realização de cirurgia”.
O médico descarta qualquer relação do mal estar com a agressão que o atleta sofreu do volante Alexandre Carioca, durante a segunda partida da semifinal da Taça Estado do Pará esse ano. “Não há nenhuma possibilidade. As lesões que ele sofreu naquela agressão foram de natureza dorso-lombar, não poderiam causar implicações neurológicas”.
O médico afirma ainda que Aldivan permanecerá internado, recebendo tratamento medicamentoso. “Uma arteriografia deve ser realizada em seguida para averiguar qual a situação da artéria obstruída” explicou. Aldivan no momento sofre algumas sequelas do derrame, como dificuldades para reconhecer as pessoas e articular palavras. Ricardo alega que é possível que o atleta permaneça com sequelas motoras após esse episódio. “Não há como confirmar, mas é uma possibilidade. Não temos como avaliar quando, ou mesmo se, o Aldivan poderá voltar a jogar futebol”, diz.
(Diário do Pará)
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