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ESPORTE PARÁ

Paysandu enfrenta o Salgueiro no Mangueirão

Esqueçamos o “Salgueiraço”. Ele, por si só, já representa uma ânsia desnecessária, ao melhor estilo das palavras do meia Harison. “Não vamos oferecer mais armas para eles”. A afirmativa do jogador tem um fundo de razão. Jogar baseado numa derrota do passa

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Esqueçamos o “Salgueiraço”. Ele, por si só, já representa uma ânsia desnecessária, ao melhor estilo das palavras do meia Harison. “Não vamos oferecer mais armas para eles”. A afirmativa do jogador tem um fundo de razão. Jogar baseado numa derrota do passado não representa o mesmo objetivo invocado e seguido pelo grupo, voltar a Série B. Mas por coincidência, eis que o Salgueiro surge. E se veio, a ordem é vencer.

O Papão vai à campo quase completo. A entrada de Pablo na lateral esquerda também reacende uma esperança digna da última, contra o Guarany de Sobral, na 8ª rodada. O importante Yago Pikachu retorna após suspensão e o restante do time é o mesmo que vem embalado com a campanha respeitável sob o comando de Lecheva. De auxiliar, o técnico conseguiu agregar um grupo e ensaiar uma reação pouco esperada.

Assim o Paysandu vem treinando. E, além disso, existe ainda a possibilidade de sair de casa, se vencer, já classificado para as oitavas. Basta o Águia, Santa Cruz e Icasa perderem seus respectivos jogos, o Papão viaja para o próximo e último desafio da fase com as mãos e o corpo inteiro nas quartas de finais, um passo da glória, ou Série B, como vem sendo tratada na Curuzu há seis anos.

No palco do espetáculo, a torcida fiel vem fazendo sua parte. As vendas antecipadas de ingressos mostram presságio de lotação no Colosso do Bengui. A mesma fiel que andava de banda com o clube, voltou a se reaproximar, selando de vez a união entre comissão técnica, jogadores e torcida. Os ingredientes estão todos a postos, basta apenas aquele empurrão num dia de futebol onde os deuses olham com carinho diante de toda luta traçada na Curuzu. Paysandu e Salgueiro reeditam um jogo de dois anos, em palco e época diferente. Se tudo mudou, por que não mudar o placar?

Carcará: acesso vale 500 mil

Adversário direto do Paysandu pela classificação para a segunda fase da Série C do Campeonato Brasileiro, o Salgueiro vem para Belém para fazer sua fama. O time, que ainda é conhecido pelo dia do “salgueiraço”, não é mais aquele mesmo que infernizou a vida dos bicolores. Agora as equipes se enfrentam em um patamar mais equilibrado, com uma leve vantagem para a equipe bicolor. O Carcará ainda não ganhou fora de casa e vem de derrota para o Icasa, chegando com a moral baixa em contraste com o Papão que deve contar com o apoio em massa da torcida para o jogo deste domingo.

Para continuar sonhando com a classificação para a próxima fase e com um possível acesso a Série B, o Salgueiro só tem a vitória e a subida na tabela do Grupo A como objetivo. Para garantir que elenco do time pernambucano esteja motivado, a diretoria do clube ofereceu uma premiação de R$500 mil pelo acesso à 2ª divisão.

O time titular do Carcará ainda conta com alguns remanescentes do histórico Salgueiraço de 2010, como os volantes Pio e Rodolfo Potiguar, o meia Clébson e o atacante Júnior Ferrim. Aumentando a rivalidade, a dupla de ataque que vai enfrentar o Paysandu vai ser formada por dois ex-remistas, Marciano e Júnior Ferrim.

Lecheva diz que tem dúvidas no meio campo

Mesmo acenando com a manutenção da mesma base, exceto a entrada de Pablo no lugar de Rodrigo Fernandes, o técnico Lecheva prefere manter o mistério quanto a sua dúvida no último coletivo. O mistério prossegue até os últimos instantes, e o meio campo parece ser o alvo da indecisão. Vanderson, Capanema, Harison e Gaibú formam a quadra, mas ainda existe a possibilidade de Thiago Potiguar ser recuado para a entrada de outro atacante. As possibilidades são variadas.

“Ainda não é o time certo. Eu venho com uma dúvida no meio, que também pode influenciar o ataque. Fiz algumas mudanças no coletivo (de sexta-feira), e a gente vai definir quem vai começar o jogo”, revela o técnico. A informação, contudo, foi repassada ainda na sexta-feira, mas Lecheva só deve soltar a escalação como fez no jogo passado, alguns minutos antes.

Outro questionamento levantado sobre o setor de armação é em relação ao desempenho do meia Harison, visto como um jogador técnico, mas de pouca duração física, argumento este rebatido pelo técnico para garantir sua permanência entre os titulares. “Como treinador preciso observar a parte tática, não só física. O Harison é um líder dentro de campo, vem cumprindo muito bem o seu papel, por isso a preferência por ele começar as partidas”, defende Lecheva.

Sobre a única substituição, o técnico acredita no bom desempenho do lateral e no entrosamento rápido com os companheiros na hora do jogo. “O Pablo vai para o jogo, não precisa inventar muito, é um atleta que vem sendo utilizado naquela função e quando foi solicitado para fazer, ele foi bem, então começa jogando”, termina.

(Diário do Pará)

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