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ESPORTE PARÁ

Ei, Leão Azul segue esse exemplo

Em 2012, o Sampaio Corrêa reacendeu de forma extraordinária: foi campeão invicto do Brasileiro da Série D, com melhor aproveitamento de sua história em campeonatos nacionais (79,16%) em 11 vitórias e cinco empates, nos 16 jogos que realizou até levantar o

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Em 2012, o Sampaio Corrêa reacendeu de forma extraordinária: foi campeão invicto do Brasileiro da Série D, com melhor aproveitamento de sua história em campeonatos nacionais (79,16%) em 11 vitórias e cinco empates, nos 16 jogos que realizou até levantar o caneco.

Mas qual o segredo da Bolívia maranhense? “Todo esse resultado é fruto do que foi implantado há anos atrás aqui”, conta Sérgio Soares, repórter da Rádio Educadora do Maranhão. Com 80% do elenco campeão sendo local - atuando já há cerca de cinco anos juntos -, o segredo do Sampaio, ao contrário do seu feito, não tem nada de extraordinário. “Esse time já apanhou muito, mas soube se manter. A base do time é oriundo do futebol maranhense, os pagamentos são em dia, e houve manutenção do treinador, mesmo nas derrotas”, diz Soares.

Simples aos olhos de quem apenas observa. “Sacrificamos as empresas em que trabalhamos, família, amigos. Mas demos toda a infraestrutura e pagamentos em dia aos jogadores. Honramos nosso compromisso, os jogadores o deles e conseguimos nosso objetivo”, diz Silva Magno, vice-presidente do Tricolor de Aço.

Outro time que chegou a fundo do poço e conseguiu renascer é o Santa Cruz (PE). Como um efeito cascata, o Santa foi caindo de série até que, em 2010, chegou na quarta divisão. E o trabalho de ressurgimento na Cobra Coral, além de profissional, teve outro fator: o resgaste da tradição e paixão contratando ex-jogadores com identificação com clube.

“A autoestima do torcedor estava bem baixa. O antigo presidente foi um cara que caiu de paraquedas no clube. Mas, aí, veio o atual presidente, Antônio Luiz Neto, que tem história ligada ao clube e a primeira coisa que ele fez foi convidar Sandro Barbosa, ex-jogador da década de 90, para ser gerente de futebol, mas que acabou se tornando auxiliar do Zé Teodoro. Mas, no lugar dele, ficou outro ex-jogador, o Ataíde Macedo”, diz José Gustavo, editor-assistente do Superesporte do Jornal Diário de Pernambuco.

Profissionalismo e tradição. São os exemplos que vem do Nordeste para o Leão Azul do Norte. “Sabemos da história desses dois grandes times. Assim como Remo, foram times que não podiam estar na quarta divisão. Todo bom exemplo merece ser seguido”, diz Paulo Mota, vice-presidente do Clube do Remo.

(Diário do Pará)

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