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ESPORTE PARÁ

Papão pode desbloquear renda de patrocínio

Os problemas com salários atrasados no Paysandu podem começar a ser resolvidos nesta terça-feira (6), em julgamento a ser realizado no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA). A assessoria jurídica do Papão tenta o desbloqueio de 4 meses de patrocín

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Os problemas com salários atrasados no Paysandu podem começar a ser resolvidos nesta terça-feira (6), em julgamento a ser realizado no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA). A assessoria jurídica do Papão tenta o desbloqueio de 4 meses de patrocínio pagos por uma rede de supermercados, no valor de aproximadamente R$ 400 mil, que estão sob o poder da Justiça.

Segundo informou o dirigente bicolor Alex Lima, uma dívida com uma empresa de factoring (empresa que presta assessoria mercadológica e creditícia) gerou o bloqueio da renda, que geraria aproximadamente R$ 96 mil mensais ao cofre azul celeste. Com um mandado de segurança impetrado e com o processo na pauta do TJ-PA, a direção do clube espera ver a renda desbloqueada para pagar os salários atrasados.

“Entramos com um mandado de segurança porque esta renda serve para pagarmos os salários de nossos funcionários. No nosso processo, pedimos que 20% seja destinado para pagar a dívida com a empresa de factoring e o restante seja disponibilizado para honrarmos os compromissos com os nossos empregados”, explica Lima.

FORA DE PAUTA

A direção do Papão pode enfrentar um outro problema. Segundo Hermom Pimemtel, diretor jurídico do Paysandu, no Diário de Justiça desta segunda-feira (5) o processo referente ao caso bicolor não aparecia na pauta. Alex Lima também não localizou a ação na pauta e acabou levantando suspeitas sobre possíveis ataques pessoais ao presidente Luiz Omar Pinheiro.

“O processo apareceu no Diário de Justiça no dia 31 de outubro, mas hoje (segunda-feira) não conseguimos achar. Se saiu da pauta é porque tem gente que quer prejudicar o Luiz Omar e acaba prejudicando o clube por tabela. Mesmo assim, podemos garantir que o processo seja julgado amanhã”, conclui.

ENTENDA O CASO

De acordo com Alex Lima, a dívida foi contraída com uma empresa de factoring pelo então presidente Arthur Tourinho. “Ele (Tourinho) fez um empréstimo no nome do Paysandu, para pagar uma dívida com uma empresa de turismo que pertencia à sua esposa, Dona Denize Tourinho”, conta Lima, que ainda explicou como esta primeira dívida foi feita. “O Paysandu retirava as passagens pela referida empresa, a CBF repassava o dinheiro e o mesmo não era repassado para a empresa de turismo. Na verdade, a CBF devia repassar a quantia de 20 passagens e sempre as delegações são de aproximadamente 30 pessoas. Talvez isso tenha gerado esta dívida”, complementou.

O dirigente bicolor contou, ainda, à reportagem do DOL, que antes de acabar a gestão de Tourinho à frente do Papão, o ex-presidente fez um acordo com a empresa de factoring, para que a dívida fosse paga pela atual gestão. “Infelizmente nós tivemos outros compromissos e não conseguimos cumprir com este. A empresa entrou na justiça contra o Paysandu e conseguiu o bloqueio deste dinheiro” admite.

Às vésperas da partida decisiva contra o Macaé-RJ, no Rio de Janeiro, a direção do time tenta a liberação do dinheiro para poder pagar os três meses de salários atrasados com os seus atletas e assim motivar ainda mais a equipe à conquistar o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro 2013.

(Felipe Melo/DOL)

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