Às 16 horas, um grande público já se amontoava na arquibancada central da Curuzu para se proteger da chuva e aguardar o início do treino coletivo. A primeira trégua da famosa “chuva da tarde” não demorou muito e, às 16h20, os jogadores pisaram no gramado, ovacionados por uma duradoura salva de palmas, rodeados de cartazes, faixas, bandeiras. Tudo era festa.
Não tinha como ser diferente. A cada lance trabalhado, a cada chute perigoso, a torcida levantava num coro esfuziante. Parecia um jogo, que alguns torcedores chegavam a comparar, “com maior público do que a média do Macaé na Série C”. Realmente era verdade. Aliás, não só do Macaé, mas como boa parte dos clubes da terceirona. Tudo isso prova que a corrente positiva perpassa todas as barreiras quando o objetivo é um só.
Ao final, a plateia numerosa foi ao encontro dos jogadores, que faziam alongamento enquanto os atacantes trabalhavam cobranças de pênaltis. O primeiro a sair foi o atacante Rafael Oliveira, acompanhado do filho pequeno. Um a um, os jogadores deixaram o gramado satisfeitos, para logo mais, às 5h43 minutos da madrugada desta quinta-feira, embarcarem rumo a Macaé, onde treinam às 16h30 em um clube da cidade.
(Diário do Pará)
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