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ESPORTE PARÁ

Prevenção para evitar transações danosas

A história de que o Paysandu estaria pleiteando um cadastro na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para assumir um status de clube formador de atletas foi comentada pelo presidente Luiz Omar Pinheiro. De acordo com ele, o que existe na verdade é uma

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A história de que o Paysandu estaria pleiteando um cadastro na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para assumir um status de clube formador de atletas foi comentada pelo presidente Luiz Omar Pinheiro. De acordo com ele, o que existe na verdade é uma iniciativa do clube em se resguardar diante de futuras transações envolvendo atletas da base, haja vista que em alguns casos o clube deixou de arrecadar boas compensações financeiras.

“Estamos conversando com um escritório de advocacia que vai nos auxiliar quando os nossos jogadores da base forem vendidos. Não existe essa história de cadastro na CBF, é conversa. Isso aí e só um departamento formado no clube para acompanhar os jogadores e esse tipo de negociação, afinal de contas, muitos saem do Paysandu e o clube não tem retorno”, explica o dirigente, excluindo a hipótese de uma audiência junto a entidade para fazer parte do grupo especulado por alguns setores da mídia.

As categorias de base do Paysandu já formaram grandes atletas que hoje desfrutam de uma carreira sólida no futebol, tendo o principal deles o meia Paulo Henrique Ganso, que, apesar de ter sido revelado na Tuna Luso, no futsal do clube luso brasileiro, teve maior projeção em território bicolor. Atualmente existem outras grandes promessas, com o jovem Bartola, de 18 anos, transferido há pouco para o Coritiba. Atualmente o Paysandu mantém em seu plantel profissional diversos jogadores vindos da base, como o lateral Yago Pikachu, os zagueiro Pablo e Thiago Costa.

Se passar de fase, Papão não jogará em Belém

Apesar dos esforços, o advogado Osvaldo Sestário não conseguiu evitar a manutenção da pena de dois mandos de campo mais multa, imposta pelo pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), ao Paysandu, após o incidente no jogo contra o Guarany de Sobral, na 11ª rodada da Série C. Na ocasião, a torcida bicolor arremessou uma série de objetos no gramado.

A defesa bicolor foi sustentada na tese de que o clube tomou todas as providências em relação ao caso, mas admitiu a dificuldade de reprimir os objetos citados na denúncia. Ao final, pediu ao presidente da corte que a pena de perda de mando não fosse aplicada, haja vista que o Papão já tem uma pena de dois mandos, forçando inclusive o primeiro jogo das quartas de finais, a ser realizado no município de Paragominas.

A decisão, no entanto, não favoreceu a defesa. A pena de dois jogos fora de casa foi mantida, exceto a multa, antes de R$ 5 mil reais, para R$ 1 mil. Assim, o Paysandu tem mais três partidas a serem disputadas a pelo menos 100 km de distância da capital. Caso o time avance na Série C, terá, até a grande final, que jogar longe de sua torcida, além de cumprir mais um jogo em 2013, na primeira competição nacional que disputar.

A pena foi mantida na leitura da sentença do relator do caso, Dr. Miguel Ângelo Cançado.

(Diário do Pará)

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