Além da queda, o coice. Assim estavam sendo os dias do Clube do Remo no banco dos réus do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Estavam. Ontem, enfim, o advogado Osvaldo Sestário conseguiu uma vitória: retirou o “coice” e deixou apenas a “queda” para os azulinos cumprirem em 2013. Agora, ao invés de seis jogos no total a cumprir, o Leão fará “apenas” quatro jogos fora de Belém. O clube foi punido duas vezes esse ano. As penas se tornaram fatos quando o Tribunal analisou os incidentes causados após objetos serem arremessados no campo do Mangueirão na partida contra Mixto (MT), com quatros perdas mais R$ 5 mil de multa. Outra punição ocorreu depois de um fato parecido, dessa vez, na partida contra o Náutico (RR), com duas perdas. Os dois jogos aconteceram no Campeonato Brasileiro da Série D desse ano.
O caso rejulgado ontem foi o do Mixto, o único que cabia recurso. Com quatros jogos de punição, Osvaldo Sestário tentou convencer o STJD que a gravidade da situação não deveria gerar como punição essa quantidade, pois “os fatos foram isolados e ocorreram após o término da partida e que ninguém foi atingido, além da intervenção da polícia”. Com essa defesa, o advogado pretendia apenas a multa. Porém, por unanimidade de votos, os relatores apenas reduziram a punição para dois jogos e continuaram mantendo a multa de R$ 5 mil.
Sestário alegava também que punição ao Mais Querido era muito severa em virtude de suas reincidência no STJD. E elas foram levadas em consideração. Em setembro, no julgamento do caso do Náutico, o Remo já havia sido punido com dois mandos, pelo arremesso de sandálias, um rolo de papel higiênico e uma pedra no gramado do Baneão. Dessa forma, em 2013, em quatros jogos oficias da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a direção azulina tem que levar as partidas para estádios com pelo menos 100 quilômetros de distância de Belém.
(Diário do Pará)
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