O panorama da torcida azulina é tenso. O anúncio dos planos para a nova temporada aqueceu o ânimo de alguns torcedores que pelas redes sociais se manifestavam ansiosos pela próxima temporada. O torcedor Sandro Vasconcelos criou um tópico em um grupo de uma rede social onde ele se mostrou otimista com as perspectivas. “Janeiro chega logo, quero ver meu Leão!”, destacava. A postagem recebeu respostas díspares.
O programador Erick Costa, questionou “Vocês ainda querem ver o Remo jogar, mesmo com essa crise? Vamos agir gente. Somos remistas, não adianta só esperar janeiro e depois o outro janeiro e depois o outro e o time continuar na mesma. Vamos mudar nosso clube”. Já torcedores como a estudante de direito Ingrid Cardoso, se mostravam mais animados. “Só de pensar que em janeiro vou poder entrar no Baenão ou em outro estádio ver o meu Leão jogar, eu já me arrepio”.
A discussão levantou o tópico do boicote aos jogos do time enquanto não houver mudança dentro do clube. O tema dividiu muitos torcedores e chegou a colocar alguns em confronto de ideias. Um tema que não gerou divisão na torcida foi a saída do diretor de futebol Albani Pontes. Embora os torcedores reconhecessem nele um remista apaixonado, o comentário geral foi que ele não tinha habilidade o suficiente para o posto que ocupava.
“Que todos os bem intencionados e não capacitados se limitem a torcer e contribuir, se assim quiserem. Ocupar um cargo tão importante no clube por isso é uma das fórmulas mágicas para estarmos onde estamos”, afirmou o arquiteto Orlando Miranda. Orlando citou ainda que a pouca habilidade do diretor deixou o clube à mão da ação de empresários e treinadores, e que a conta dessa experiência no final ficou para clube e torcida.
Dias recusa cargo de diretor de futebol
Quando a tranquilidade parecia ter voltado a reinar nos arraiais azulinos, com apresentação de técnico e planejamento para a temporada 2013, o pedido de desligamento do diretor de futebol Albani Pontes do cargo que comandava desde março deste ano caiu como um problema de solução menos simples que o esperado. Ontem, o Clube do Remo não contou com um diretor de futebol. As negociações para o departamento foram todas tocadas pelo próprio presidente Sérgio Cabeça, que já havia trabalhado na contratação do novo técnico.
O presidente fez até um convite a Sérgio Dias, um dos nomes sempre lembrados para assumir a comissão de futebol de transição, projeto recente da direção do clube que acabou não decolando. Embora tenha acenado positivamente para assumir o cargo há cerca de um mês, quando seu nome foi ventilado pela primeira vez, Sérgio afirmou que não tem condições de assumir o futebol azulino.
“O Remo precisa de um dirigente para ficar no clube e acompanhar as negociações e andamento das coisas. Meu trabalho constantemente me leva pra fora do Estado, não há nenhuma possibilidade de eu assumir a direção do futebol”. O benemérito azulino, no entanto, afirmou que não tem problemas com administração Cabeça e se ofereceu para ajudar o clube de outra forma na próxima temporada, “mas não como diretor”, explicou.
A direção do clube ficou de apresentar uma solução até esta terça-feira para o cargo ocioso, e houve a promessa de indicação de um novo diretor durante a reunião do Conselho Deliberativo, na noite de ontem, ou a indicação de uma comissão para tomar conta do departamento, pois a situação é de urgência.
A reapresentação do elenco azulino para a temporada 2013 está marcada para o dia três de dezembro e a direção do clube ficou encarregada de confirmar a contratação de 20 novos atletas até a véspera. Até o momento, nenhum jogador foi confirmado para a próxima temporada.
(Diário do Pará)
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