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ESPORTE PARÁ

Alex Gaibú contribuiu com o meio-campo

Que o ano de 2012 foi cheio de altos e baixos, prós e contras, todo mundo sabe. Mas, nem mesmo a despedida na semifinal da Série B tira dos jogadores a sensação de dever cumprido, uma vez que o objetivo principal, e perseguido há seis anos, era o acesso p

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Que o ano de 2012 foi cheio de altos e baixos, prós e contras, todo mundo sabe. Mas, nem mesmo a despedida na semifinal da Série B tira dos jogadores a sensação de dever cumprido, uma vez que o objetivo principal, e perseguido há seis anos, era o acesso para a Segunda Divisão. E sem o caneco, na hora de avaliar o desempenho do time, todos são unânimes em exaltar a trajetória bicolor.

“Eu fico muito feliz até por saber que vou passar um natal tranquilo. Tenho a sensação do dever cumprido e o nosso objetivo foi conquistado. Todo mundo está de parabéns, tanto os jogadores como a comissão técnica. Agradeço todos, principalmente o Givanildo que acreditou no meu trabalho e me indicou para fazer parte desse grupo vitorioso”, comemora Alex Gaibú, em referência ao ex-técnico que o trouxe para Belém, mas logo deixou o clube para a entrada em definitivo de Lecheva.

Até mesmo quem pouco atuou concorda com a sentença, como o goleiro Paulo Rafael, que fez apenas quatro partidas na Série C e acabou lesionado, deixando a vaga para Dalton, também machucado e posteriormente substituído por João Ricardo. “Foi um ano maravilhoso, não só por ter voltado ao Paysandu, mas também pelo acesso à Série B. Até julho foi bom pra mim, depois triste pela lesão, mas para o clube foi muito bom, o Papão está de volta e pude dar minha contribuição como fiz no paraense e na Copa do Brasil”, garante Paulo Rafael, que estaria nos planos do Náutico.

A satisfação dos jogadores, dependendo do aproveitamento que eles tiveram em campo, varia consideravelmente, a exemplo de Leandrinho, que atuou em diversas posições, desde a zaga, passando pelas laterais, cabeça de área e meio campo. “Fui bem aproveitado, e cada um fez sua parte. Estou saindo daqui como ‘coringa’”, encerra.

Clube tem que repensar o planejamento

O resultado dentro das quatro linhas foi o mais objetivo possível, e nem mesmo a não conquista do título abafa o que foi ganho como suor dos jogadores, mesmo que grande parte deles jogassem todas as expectativas em cima da conquista como forma de estruturar uma carreira sólida no futebol, principalmente aos garotos das categorias de base, como Yago Pikachu, Pablo, Neto, que apareceram há pouco nos holofotes esportivos.

No entanto, para tal missão, é preciso mais que um time. É preciso uma boa diretoria, dirigentes comprometidos e sérios, não que falte pessoas desse tipo na Curuzu, mas a sensação é que as coisas poderiam fluir melhor caso a gestão fosse um pouco mais organizada. “No decorrer do campeonato, você contrata jogadores que depois, quando não jogam, pedem pra ir embora. Acho que é preciso conversar para sintonizar as ideias e o atleta ficar o ano todo não apenas duas ou três partidas. Que não atrapalhe o andamento da competição, como aconteceu esse ano”, cutuca Leandrinho, sem citar nomes.

“Espero que ano que vem esteja bem estruturado, um planejamento para montar uma grande equipe que faça uma grande campanha, e evite alguns vacilos. Quando o time ganhava dentro de casa, várias vezes permitimos o empate no fim, e eu creio que ano que vem será diferente, teremos mais atenção”, termina Leandrinho.

(Diário do Pará)

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