Um olhar atento para as dependências do estádio Evandro Almeida apontam para um clube com fragilidades estruturais. Vergalhões expostos e infiltrações nas arquibancadas, telhas soltas e bambeando com a força do vento, alambrado cheio de remendos. Tudo isso foi observado na vistoria técnica realizada na tarde desta segunda-feira, por representantes da Polícia Militar, Vigilância Sanitária, Ministério Público e Corpo de Bombeiros. O objetivo é verificar a segurança oferecida para as competições oficiais a serem realizadas no estádio em 2013.
O promotor público Marco Aurélio do Nascimento, afirma que se trata de uma vistoria prévia, para orientar os responsáveis pelos estádios a agilizarem as melhorias necessárias, antes do período oficial de vistorias. “Devemos realizar mais algumas visitas esta semana antes de apresentar um relatório ao clube”, disse Marco Aurélio.
O representante da Vigilância Sanitária, Raimundo Caldas, destacou a necessidade de construção de um banheiro para portadores de necessidades especiais. “É uma exigência do estatuto do torcedor” disse. O Major do Corpo de Bombeiros, Aloísio, fez algumas ponderações sobre a situação das vias de escoamento do estádio e o capitão da Polícia Militar, Lima Neto, questionou a presença de detritos e objetos que poderiam se transformar em armas na mão de torcedores.
Lima Neto lamentou a impossibilidade de avaliar o sistema de câmeras de vigilância do estádio e as catracas eletrônicas e agendou nova visita com esses fins. Caso o Remo não apresente um sistema de câmeras de vigilância funcional, não poderá mandar jogos para mais de 10 mil pessoas no estádio.
DENTRO DO ESPERADO
O diretor de campo do Clube do Remo, Luís Felipe Baralho, acompanhou a comitiva durante a visita técnica, e afirmou que as ponderações apresentadas estavam dentro da expectativa. “Tínhamos muitas reformas agendadas para a partir desta semana, a avaliação veio dentro da expectativa. Tudo deverá estar certo para o campeonato”, disse o diretor.
Baralho comentou, durante a visita, sobre a proposta de ampliação da capacidade do estádio, feita por Sérgio Cabeça, em reunião do Condel. “A rampa ainda não está pronta e não tem vistas de sair. Vamos trabalhar com uma capacidade de 12 mil pessoas no Baenão” disse, citando o Mangueirão como alternativa para jogos com público superior.
(Diário do Pará)
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