Em suas primeiras semanas como vice-presidente jurídico do Clube do Remo, Ronaldo Passarinho pulou uma fogueira. A Justiça já havia marcado leilão de área do clube na Avenida 25 de setembro, por conta uma sentença onde o clube foi julgado à revelia. “Em casos com o leilão marcado, o acordo é quase impossível. Mas fomos à luta”. O caso seria exitoso ao seu fim, fechando acordo de R$71 mil com o reclamante. Para Ronaldo, essa foi uma marca da sua gestão. “A partir de então, o Remo nunca mais sofreu bloqueios de renda ou ameaças de leilão” destaca.
Em seu balanço de gestão, ato inovador dentro do clube, Passarinho apontou a necessidade de controlar as dívidas do Clube do Remo, congelando e renegociando valores já sentenciados. Os resultados foram bastante positivos, segundo os dados apresentados ao Condel – todos no Box. Entre alguns casos de destaque em renegociações, ele faz questão de destacar a conseguida com o atacante Fábio Oliveira, que requeria R$1,9 milhão do clube na justiça. “Fechamos o acordo em 150 mil dividido em 10 parcelas. O atleta agradeceu ao final, pois foi o terceiro acordo com o clube aquela altura, mas o único honrado” explica Passarinho, dizendo que o clube não tem mais dívida com o atleta.
Ronaldo define o balanço de sua passagem como missão cumprida. “Se não fiz mais, foi porque não era possível. A dívida do Remo não foi zerada, e ainda há processos a resolver, mas o próximo gestor do clube terá condições bem melhores de gerenciar essas demandas”, diz apontando para o caso da venda do carrossel do Baenão.
Em dezembro de 2010, a Justiça ameaçou levar à leilão a área do carrossel do Baenão, fixando valores de 6.1 milhão pela área. “A dívida do clube, à época, somava mais de sete milhões, perderíamos o patrimônio e não eliminaríamos toda a dívida. Com a amortização atual, se vendêssemos o carrossel pelo mesmo valor da época, sobrariam mais de um milhão de reais ao clube” explica Passarinho.
(Diário do Pará)
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