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ESPORTE PARÁ

Hora e vez do apito paraense na final

Um feito inédito acontece na tarde hoje para o esporte local. Na final do Campeonato Brasileiro da Série C, entre Oeste e Icasa, pela primeira vez na história, um trio paraense foi escalado para apitar uma final de Brasileiro. Dewson Fernando Freita

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Um feito inédito acontece na tarde hoje para o esporte local. Na final do Campeonato Brasileiro da Série C, entre Oeste e Icasa, pela primeira vez na história, um trio paraense foi escalado para apitar uma final de Brasileiro. Dewson Fernando Freitas da Silva, será o arbitro central; auxiliado por Márcio Gleidson Dias e Lúcio da Silva Mattos. Criados nas categorias de base da arbitragem paraense, o feito do trio está enchendo de orgulho todo o restante da classe. “Representa tudo”, resume José Guilhermino, presidente da comissão de arbitragem paraense.

Guilhermino diz que o feito é a coroação de um trabalho iniciado há quatros anos. “Chegar a uma final de campeonato, independente de série, é o ápice. Há quatros anos atrás, a arbitragem paraense não era nem mesmo lembrada. Isso é um feito muito grande para todos nós”, orgulha-se José Guilhermino. O presidente da comissão de arbitragem não tem dúvidas que o trio está preparado para dar as ordens em grande estilo na final da Terceirona.

“Ele (Dewson) é o carro chefe da arbitragem paraense”, elogia. Com 31 anos de idade, formado em Letras, Dewson, já havia apitado oito jogos na Série A, 28 jogos na Série B e três na Série C e este ano ingressou ao quadro de árbitros de aspirantes á FIFA. O currículo já o fez ser considerado um dos cinco melhores árbitros de 2012 por algumas revistas especializadas. “Para você se tornar um grande árbitro é imprescindível você ter uma formação. Quanto mais qualificado, melhor. Além disso, para um árbitro ficar completo, tem que falar, no mínimo, mais duas línguas”, revela o presidente.

Mesmo assim, o feito teria desagradado alguns membros da comissão local. Segundo informações, outros árbitros não teriam concordado com a escolha de Dewson. Guilhermino vê o burburinho com naturalidade. “É claro que sempre há contestação. Em qualquer meio, sempre isso acontece. Isso é uma questão democrática”, ameniza. Mas, entre descontentes e favoráveis, Guilhermino garante que o feito só trará benefícios a toda a classe local. “Até 2014 (tempo de sua gestão), nós vamos buscar coisas maiores. Vamos buscar a FIFA”, confia.

(Diário do Pará)

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